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UE

Um Parlamento pouco entusiasmado pela nova equipa de comissários

09.02.2010 - 10:04 Por Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas

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Durão Barroso quer começar já a trabalhar com a sua nova Comissão Durão Barroso quer começar já a trabalhar com a sua nova Comissão (Francois Lenoir/Reuters)
A inacção a que Durão Barroso se viu forçado desde que foi reconfirmado presidente da Comissão Europeia, em Setembro, chega amanhã ao fim com a entrada em funções da sua nova equipa, que receberá hoje o voto de confirmação do Parlamento Europeu (PE).

A aprovação parlamentar não levanta dúvidas, depois de a Bulgária ter aceite nomear Kristalina Georgieva em substituição de Rumiana Jeleva, a primeira escolha para Bruxelas e que foi recusada por incompetência por uma maioria de grupos políticos.

Resolvido o único percalço suscitado pelas sempre temidas audições parlamentares - em que, ao contrário do que aconteceu em 2004, Barroso saiu ileso -, a nova equipa tem todas as condições para obter um largo apoio do PE. O facto de incluir treze comissários conservadores, oito liberais e seis socialistas é só por si suficiente para reunir os votos dos três principais grupos parlamentares, largamente maioritários entre os 736 eurodeputados.

Apesar deste apoio, a nova equipa está longe de suscitar o entusiasmo do PE, cujos membros mais proeminentes se queixaram da falta de ambição, visão e mesmo conhecimento dos respectivos dossiers por parte de muitos dos comissários nomeados pelos governos nacionais (um por cada país).

As raras excepções foram sobretudo o espanhol Joaquín Almunia, um dos veteranos da Comissão Barroso I que passa dos assuntos económicos e financeiros para a política de concorrência, que suscitou largos elogios. Ou o francês Michel Barnier, que regressa a Bruxelas depois de uma pausa governamental de cinco anos para tutelar o pelouro estratégico do mercado interno. Ou, ainda, a dinamarquesa Connie Hedegaard, um dos treze novos comissários, que vai dirigir a nova pasta criada por Barroso para o combate às alterações climáticas.

Em contrapartida, alguns dos comissários considerados mais fortes dos últimos cinco anos revelaram-se uma decepção nas novas pastas atribuídas pelo presidente da Comissão. Este foi sobretudo o caso do finlandês Olli Rehn, que, depois de ter sido considerado muito competente na gestão do alargamento da UE, denotou uma grande falta de visão na nova pasta dos assuntos económicos e monetários. O mesmo aconteceu com a holandesa Neelie Kroes, que impressionou na política de concorrência, mas não convenceu no novo pelouro das telecomunicações. Kroes foi mesmo obrigada a submeter-se a uma nova audição à porta fechada perante os líderes dos grupos parlamentares do seu sector, contra a vontade de Barroso.

O caso mais problemático poderá ser o da britânica Catherine Ashton, que, enquanto responsável pela política externa da UE e vice-presidente da Comissão, assume o pelouro mais estratégico e inovador da nova equipa: para muitos responsáveis do PE, Ashton está particularmente mal preparada para assumir um pelouro com a importância do seu, podendo vir a revelar-se uma dor de cabeça para Durão Barroso.

A nova Comissão, que deveria ter entrado em funções a 1 de Novembro mas foi travada pelo arrastamento da ratificação do Tratado de Lisboa, vai ter de colmatar rapidamente o vazio gerado pelos três meses em que esteve inactiva e enfrentar de imediato a necessidade de preparar uma estratégia comum de saída da crise económica e de crescimento capaz de travar a hemorragia do desemprego.

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Título

Marionete dos oligarcas !!!

Rodel

09.02.2010 10:43

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