O "New York Times" descreve o processo de busca de novas técnicas de interrogatório não só com base no que os responsáveis que aprovaram as técnicas “duras” sabiam mas também no que não sabiam.
Assim, os altos responsáveis não sabiam que o waterboarding (simulação de afogamento) tinha sido considerado crime, em acusações americanas em tribunal após a II Guerra Mundial.
Também era uma técnica habitualmente usada “por governos déspotas desde a Inquisição Espanhola”, diz o Times. “Um waterboard usado pelo regime de Pol Pot está em exibição no museu do genocídio no Camboja”.
A técnica foi adaptada junto com várias outras de um programa de treino de militares americanos para resistirem a técnicas usadas na altura pelos regimes comunistas asiáticos, que poderiam enfrentar caso fossem capturados.
A lógica desta adaptação era que técnicas usadas nos treinos em militares americanos não poderiam ser ilegais se usadas noutras pessoas.
Há um grande debate sobre se as técnicas duras como o waterboarding trazem alguns resultados. Em memorandos internos, alguns formadores do programa de treino para os militares americanos avisavam que estes métodos não eram eficazes para conseguir informação fiável.



