Aquecimento global

Últimos esforços para um acordo na cimeira climática de Durban

09.12.2011 - 15:17 Por Ricardo Garcia

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Protesto em Dubran contra o uso de carvão, responsável por grandes emissões de CO2 Protesto em Dubran contra o uso de carvão, responsável por grandes emissões de CO2 (Mike Hutchings/Reuters)
Ministros de cerca de 190 países tentam hoje, em Durban, um último esforço para um acordo quanto aos novos passos para combater o aquecimento global.

A poucas horas do fim da cimeira anual da ONU sobre alterações climáticas, no entanto, mantêm-se divisões profundas quanto ao que fazer, quando e como.

Depois de uma noite de reuniões, a União Europeia e cerca de 90 dos países mais vulneráveis do planeta aliaram-se em torno de uma proposta para salvar o Protocolo de Quioto e traçar um caminho para um novo tratado global. A proposta, avançada pela UE, é a de que todos os países se comprometam, em Durban, a chegar a um novo acordo juridicamente vinculativo até 2015, de modo a que possa entrar em vigor em 2020.

Em troca, a UE aceita prolongar o Protocolo de Quioto – o único tratado internacional que obriga a uma redução das emissões de gases com efeito de estufa, mas que expira em 2012. Na prática, o controlo das emissões seria aplicado apenas a uma fracção dos países desenvolvidos, já que os Estados Unidos nunca ratificaram o acordo e o Canadá, Rússia e Japão já se mostraram contrários a um segundo período de cumprimento.

Ainda assim, a UE está disposta a avançar. Sem Quioto, dificilmente os países em desenvolvimento aceitarão um roteiro para a negociação de um novo tratado global, que os vincule a reduzir as emissões de CO2 no futuro. O protocolo obriga apenas o mundo industrializado a cortar emissões, mas assegura aos países mais pobres transferência de tecnologia e investimento estrangeiro em energias limpas.

Além do grupo dos 48 países menos desenvolvidos do planeta e dos 43 estados insulares, o Brasil e a África do Sul terão dado sinais de flexibilidade quanto à proposta da UE. Mas os Estados Unidos, a China e a Índia manifestam reservas.

“O sucesso ou falhanço de Durban repousa num pequeno número de países”, disse esta manhã a comissária europeia da Acção Climática, Connie Hedegaard. “Se não houver nenhuma movimentação além da que vi até àsquatro da manhã, não creio que haja acordo em Durban”, completou.

Alguns pontos centrais estão a dividir as opiniões em Durban. Um deles é ligar ou não uma decisão sobre o Protocolo de Quioto à decisão sobre o roteiro de negociações para um acordo mais abrangente. Outra é quanto à data em que devem começar estas negociações. A UE defende o seu início imediato. Outros países querem esperar até à divulgação do próximo relatório do painel científico da ONU para as alterações climáticas, o IPCC, algo que só ocorrerá em 2013-2014.

Apesar de terminar oficialmente ao final da tarde de hoje, a conferência de Durban promete entrar pela noite dentro.

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"Deixá-los comer carvão"

Fabulosa imagem! Fabulosa forma de manifestação!

José Meloa

09.12.2011 19:13

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