A União Europeia está disponível para enviar uma missão para monitorizar o cessar-fogo na Geórgia, mas sublinha que a iniciativa terá de ser enquadrada por uma resolução das Nações Unidas.
“Estamos determinados a agir no terreno. Vários países já disseram que estão prontos para participar”, anunciou o chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner, no final de uma reunião com os seus homólogos europeus, em Bruxelas.
Kouchner, que visitou nos últimos dias a frente georgiana do conflito, recusa falar em missão de paz, mas apenas no envio de observadores europeus para a Geórgia e Ossétia do Sul, região separatista que Tbilissi tentou recuperar, numa ofensiva surpresa desencadeada quinta-feira, que desencadeou uma forte resposta militar por parte da Rússia, aliada dos independentistas.
Ontem, o Presidente francês, que conduz a União Europeia no segundo semestre do ano, conseguiu que Moscovo e Tbilissi aceitassem um plano de paz, que prevê a retirada das forças beligerantes para as posições ocupadas antes do conflito e o início de conversações sobre o futuro estatuto das regiões separatistas da Geórgia e Ossétia do Sul.
Kouchner revelou que a reacção russa ao envio de observadores europeus é “encorajadora”, mas é ainda necessário obter o aval das Nações Unidas a esta iniciativa.
A Rússia mantém desde 1991 uma força de manutenção de paz nos dois territórios separatistas georgianos, mas é frequentemente acusada por Tbilissi de actuar como força de ocupação, numa zona onde a população é maioritariamente russófona.


