• O romantismo de cada ruína
  • Um arco-íris de carnavais brasileiros
  • Passeios de mão dada por um Portugal romântico

Iniciativa poderá não ocorrer antes de Junho

UE mantém intenção de levantar embargo à venda de armas à China

23.03.2005 - 13:13 Por AFP, PUBLICO.PT

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Solana garante que os 25 não mudaram de posição, apesar das pressões dos EUA Solana garante que os 25 não mudaram de posição, apesar das pressões dos EUA (Ansotte/EPA)
A União Europeia mantém a intenção de levantar o embargo de venda de armas à China, mas ainda não decidiu se a iniciativa será concretizada antes de Junho, explicou Javier Solana, alto representante para a política externa dos 25.

"A posição da União mantém-se e é a mesma que manifestámos em Dezembro", afirmou Solana, na conferência de imprensa final da cimeira europeia de Bruxelas.

"Vamos continuar a trabalhar, mas ainda é demasiado cedo para dizer se seremos capazes de chegar lá no prazo previsto", acrescentou.

O embargo à venda de armas foi decretado pela UE em 1989, na sequência do esmagamento da revolta estudantil na praça de Tiananmen. Numa tentativa de reaproximação a Pequim, os chefes de Estado e de Governo dos 25 decidiram na última cimeira europeia mandatar os seus ministros dos Negócios Estrangeiros para definer os termos em que seria levantado o embargo, fixando o final de Junho como a data para a conclusão do acordo.

A iniciativa foi de imediato contestada pelos EUA, para quem o levantamento do embargo irá pôr em causa o equilíbrio estratégico no Leste asiático. As reticências aumentaram depois de Pequim ter aprovado uma lei autorizando as suas Forças Armadas a atacar Taiwan caso as autoridades da ilha proclamem oficialmente a sua independência face à China.

O levantamento do embargo também não é unânime entre os 25, sendo mesmo contestado pelo Reino Unido, principal aliado europeu de Washington, e pelos países nórdicos, preocupados com a contínua violação dos direitos humanos no país.

Contudo, os países que defendem o levantamento do embargo, liderados pela França, têm forçado a aprovação da iniciativa até Junho, já que depois dessa data será o Reino Unido a assumir a presidência da UE.

Estatísticas

  • 3 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1218885

Comentário + votado

X

Mais em Mundo (7 de 12 artigos)

A decisão representa uma vitória para França, onde a directiva está a alimentar o sentimento anti-europeísta Directiva para liberalização dos serviços vai ser rescrita