O presidente da Comissão Europeia elogiou hoje a prestação da presidência portuguesa da UE e a “competente liderança” do primeiro-ministro, José Sócrates, na condução dos destinos europeus no segundo semestre deste ano.
Durão Barroso discursava na sessão plenária extraordinária do Parlamento Europeu, durante a qual José Sócrates apresentou os resultados da presidência portuguesa da UE.
O ano de "2007 mostrou que a Europa está à altura dos seus compromissos", sublinhou o presidente do executivo comunitário, estendendo à anterior presidência alemã os louros pelo acordo que permitiu a assinatura do novo tratado europeu.
Durão Barroso lembrou que o “sucesso político tem agora de ser concretizado” com a ratificação do tratado por todos os Estados-membros, o que foi já hoje feito pela Hungria, o primeiro dos 27 países a cumprir esta etapa.
No seu discurso, o dirigente europeu disse concordar com a apreciação feita minutos antes por José Sócrates sobre os seis meses da presidência portuguesa, principalmente a assinatura do Tratado de Lisboa, novo relacionamento com o Brasil e a cimeira com África.
Durão Barroso acrescentou à longa lista de sucessos enunciados por Sócrates outros que considerou "também importantes", como a decisão de criar o Instituto Europeu de Tecnologia e o lançamento de uma Política Marítima Europeia.
Entre os desafios que esperam a UE nos próximos meses, o presidente da Comissão Europeia destacou a necessidade de os 27 ajudarem a encontrar uma solução para resolver a questão do Kosovo. "Isto é um teste para a Europa onde não podemos falhar", sublinhou.
Sócrates diz que Europa está melhor
No discurso inicial da sessão plenária, o primeiro-ministro José Sócrates tinha afirmado que a Europa está agora melhor, "perante si própria e também perante o mundo", regozijando-se pelo contributo dado pela presidência portuguesa.
Na sua última intervenção perante o Parlamento Europeu enquanto presidente do Conselho da UE, Sócrates deu conta do seu "sentimento de dever cumprido", chegando mesmo a lamentar falta de tempo para expor em detalhe "tudo o que foi feito" desde Julho.
"Ao longo destes seis meses, fomos capazes de ultrapassar bloqueios, impasses e também preconceitos que permitem afirmar hoje, no final da presidência portuguesa, que a Europa ficou mais forte internamente, mas também na sua política externa", afirmou.


