A União Europeia lançou hoje um apelo à calma no Quirguistão, tendo em conta o anúncio de novas eleições presidenciais no país, em Junho, defendendo o diálogo entre as diferentes forças políticas quirguizes.
Numa declaração da presidência luxemburguesa da União Europeia (UE), os 25 Estados-membros pressionam, desde já, os novos dirigentes do país a "restabelecerem a ordem pública, a retomar o diálogo com todas as forças políticas existentes e a lançar uma política de reconciliação nacional".
O pedido da UE é dirigido, nomeadamente, a Kourmanbek Bakiev, líder do Movimento Popular do Quirguistão (centro-esquerda), o maior partido da oposição, nomeado novo Presidente e primeiro-ministro interino, depois da revolta popular que ontem depôs o Presidente Askar Akaiev e forçou a demissão do primeiro-ministro Nikolai Tanaiev.
O alto representante para a Política Externa da UE, Javier Solana, apelou, por sua vez, ao povo quirguize que evite a "violência e as pilhagens" e se comporte de "forma responsável" para favorecer o regresso "da lei e da ordem" no país.
"A União Europeia encoraja, vivemente, os novos dirigentes quirguizes a agir em pleno respeito pelos valores democráticos e pelos direitos humanos" e tudo fazerm para "garantir a segurança e a estabilidade do país", acrescenta a presidência da UE no seu comunicado.
Javier Solana sublinhou ainda o apoio da UE à missão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) em Bichkek, e ao representante especial da OSCE, o esloveno Alojz Peterle.
A OSCE está na mira do Kremlin. O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, exortou, ontem, a OSCE a "assumir as suas responsabilidades", acusando a organização de ter encorajado a oposição quirguize a destituir o regime do Presidente Akaiev para ocupar o poder.


