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Envio de ajuda

Turquia disponível para organizar conferência de apoio aos sírios

08.02.2012 - 20:56 Por Sofia Lorena

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Sem progressos diplomáticos, a violência continua a matar na Síria Sem progressos diplomáticos, a violência continua a matar na Síria (Mulham Alnader/Reuters)
A Turquia quer voltar a assumir o papel de liderança contra o regime de Bashar al-Assad e anunciou estar disponível para organizar uma conferência de apoio ao povo sírio.

“Queremos ter este encontro na nossa região para mostrar a nossa solidariedade e a legitimidade regional. Pode ser na Turquia, pode ser noutro país”, disse numa entrevista à Reuters o ministro dos Negócios Estrangeiros, Ahmet Davutoglu. “Não chega ser um observador. É tempo de enviar uma mensagem forte.”

Os turcos foram dos primeiros a fazer subir o tom das críticas contra Damasco, mas recuaram depois de chegarem a anunciar que poderiam permitir aos desertores lançar ataques a partir do seu território.

Para Ancara, se o Conselho da Segurança da ONU não consegue proteger civis, cabe aos países que estejam de acordo encontrar formas de pôr fim às mortes e de levar ajuda aos que estão encurralados por assaltos militares.

Washington também está a ponderar fazer chegar ajuda aos sírios. “Estamos a reflectir sobre a possibilidade de fornecer ajuda humanitária”, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em resposta a uma pergunta sobre uma eventual tentativa de armar a oposição, como defendera na véspera o influente senador republicano John McCain. Muitos opositores pedem precisamente o envio de ajuda, mas na situação actual é pouco claro como é que isso pode ser feito sem a abertura de um corredor protegido – pelo menos por ar – por meios militares.

Rússia insiste que não aceitará ingerências

Um dia depois da visita do seu chefe da diplomacia a Damasco, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, repetiu que Moscovo não aceitará qualquer ingerência externa na Síria, apelando aos países ocidentais e árabes para “não se comportarem como elefantes numa loja de porcelana”. Os russos (seguidos pelos chineses) vetaram no sábado uma resolução do Conselho de Segurança a condenar a violência e a pedir a Assad para deixar o poder.

A três semanas das presidenciais russas, nas quais Putin se candidata para recuperar o seu antigo cargo, “a Rússia mantém uma posição clara e firme, ditada por interesses de Estado”, disse à AFP o analista Boris Dolgov. Damasco é actualmente o único árabe aliado dos russos.

A Rússia, que recusa evocar a partida do Presidente sírio, criticou ainda a decisão dos seis países que formam o Conselho de Cooperação do Golfo de retirar os seus embaixadores de Damasco e expulsar os enviados sírios nas suas capitais. Washington também já encerrou a sua representação em Damasco e vários países europeus chamaram nos últimos dias os diplomatas sírios para consultas.

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"Isto´não é contra a lei internacional?"

A nível doméstico quando não sabem como resolver um problema criam uma comissão. A nível ...

Luis

09.02.2012 18:25