Cerca de 58 por cento dos eleitores turcos disseram “sim” a uma revisão da Constituição que reforça o poder do Governo de Recep Tayyip Erdogan face à oposição laica e ao Exército, indicam os primeiros resultados divulgados.
“O 12 de Setembro será uma mudança na história democrática da Turquia”, comentou o vitorioso primeiro-ministro.
A menos de um ano das eleições legislativas de 2011, o resultado abre boas perspectivas de uma terceira vitória eleitoral do partido de Erdogan, o AKP, nascido do movimento islamista, no poder desde 2002.
O partido governamental considera que a reforma reforça a democracia no país e a candidatura à União Europeia, mas a oposição laica, que fez campanha pelo “não”, desconfia da visão islâmica do AKP.
A alteração à Constituição desenhada pelos militares que fizeram o golpe de 1980 limita as prerrogativas da justiça militar. Acaba também com a impunidade dos golpistas.
Um dos principais motivos de preocupação dos críticos é a alteração da estrutura das duas principais instâncias judiciais do país, o Tribunal Constitucional e o Conselho Superior de Magistratura, bastiões da laicidade e que se têm oposto a diversas intenções do Governo, caso do fim da proibição do véu islâmico nas universidades.
Actualizado às 21h55



