Um tribunal paquistanês que julga casos de terrorismo indiciou hoje sete suspeitos pelos ataques que o ano passado mataram 166 pessoas na cidade indiana de Bombaim.
Os réus declararam-se inocentes, na véspera do aniversário daqueles ataques.
Malik Rab Nawaz, um dos promotores do Ministério Público, disse que eles foram acusados de terem ajudado a planear e a executar a acção.
Entre eles estão Zakiur Rehman Lakhvi, o alegado cérebro do cerco de 26 a 29 de Novembro a algumas instalações da capital financeira da Índia, e Zarar Shah, um dos principais operacionais do grupo Lashkar-e-Taiba. Esta milícia armada tem a sua sede no Paquistão e foi fundada para fazer frente aos indianos no conflito pela posse da Caxemira.
"Todos os sete disseram que as acusaçõers não não consubstanciadas com provas", afirmou à AFP o seu advogado, Shahbaz Rajput.
Hafiz Saeed, chefe do grupo de ajuda humanitária Jamaat-ud-Dawa, suspeito de ter fortes ligações ao Lashkar-e-Taiba, não foi acusado, o que desiludiu muita gente em Nova Deli, conta o correspondente da Al-Jazira na capital indiana, Prerna Suri.
Saeed foi colocado pelas autoridades paquistanesas sob prisão domiciliária em Setembro último e é um dos homens mais procurados pela Índia.



