Três quenianos absolvidos de ataques contra hotel israelita e embaixada dos Estados Unidos 
27.06.2005 - 15:46
Um tribunal do Quénia absolveu hoje três pessoas acusadas de conspiração no atentado contra um hotel israelita em Mombassa, em Novembro de 2002, e num ataque contra a embaixada norte-americana em Nairobi, em 1998. Nos dois atentados morreram 231 pessoas.
Mohammed Kubwa Seif, Said Saggar Ahmed e Salmin Mohammed Khamis foram também acusados de terem preparado outro atentado contra a nova embaixada dos Estados Unidos na capital do Quénia, entre Novembro de 2002 e Junho de 2003. O processo foi aberto em Novembro de 2003 e sofreu vários adiamentos.
"A acusação não conseguiu produzir provas que eliminassem todas as dúvidas", esclareceu o presidente do tribunal de Nairobi, Aggrey Muchelule.
Depois de terem ouvido a sentença, os arguidos gritaram "Allah Akbar" ("Deus é grande”).
No dia 26 de Abril, os advogados de defesa pediram a absolvição dos seus clientes afirmando que nenhuma das 89 testemunhas tinha estabelecido uma ligação directa entre os acusados e os atentados.
No dia 28 de Novembro de 2002, três suicidas fizeram explodir um carro armadilhado contra a recepção do Hotel Paraíso, matando doze quenianos (quase todos empregados do hotel) e três turistas israelitas, para além dos autores do atentado.
Pouco depois desta explosão, um outro grupo disparou dois mísseis que falharam o alvo, um avião da linhas israelitas que tinha acabado de descolar de Mombassa com destino a Israel com 261 passageiros a bordo.
Em Agosto de 1998, a embaixada dos Estados Unidos em Nairobi foi destruída depois da explosão de um carro armadilhado, que matou 213 pessoas, entre os quais 12 norte-americanos. Um ataque semelhante teve lugar ao mesmo tempo na embaixada norte-americana de Dar-es-Salam (Tanzânia), matando onze pessoas.

