Três cidadãos franceses foram mortos esta manhã, numa emboscada em Madain Saleh, um local histórico no noroeste da Arábia Saudita.
Segundo a diplomacia francesa, as vítimas integravam uma excursão vinda de Riad, com destino a Meca, cidade sagrada do Islão. Na estrada entre as cidades de Medina e Tabuk, o grupo – composto por quatro homens, três mulheres e duas crianças – decidiu fazer uma pausa, para apanhar ar, quando foi visado por disparos de metralhadora.
Dois elementos do grupo tiveram morte imediata e um terceiro faleceu já no hospital de Medina, onde deu também entrada um ferido. Paris adianta que uma das vítimas era professor num liceu de Riad e os outros dois trabalhavam numa multinacional francesa.
Numa declaração à imprensa, o ministro dos Negócios Estrangeiros condenou este “acto horrível” e garantiu que os serviços diplomáticos franceses foram já mobilizados para prestar assistência ao grupo atacado.
“O nosso embaixador em Riad e o cônsul em Jidah vão deslocar-se ao local para prestar a assistência necessária aos nossos compatriotas e fazer um balanço com as autoridades sauditas sobre as circunstâncias deste ataque”, afirmou Philippe Douste-Blazy.
Também o Presidente, Jacques Chirac, manifestou a sua “consternação” com este “ataque criminoso” e agradeceu “a intervenção das autoridades sauditas no socorro às vítimas”. Chirac sublinhou que é agora “determinante investigar esta tragédia e garantir que os culpados serão perseguidos, julgados e punidos”.
No seu sítio na Internet, o Ministério dos Negócios Estrangeiros sustenta que “o risco terrorista permanece elevado na Arábia Saudita” e apresenta uma série de conselhos para os cidadãos franceses que permanecem no país.
Em Setembro de 2004, um funcionário do grupo francês de electrónica Thalès foi assassinado em Jidah, num dos últimos ataques contra cidadãos estrangeiros atribuídos a grupos islamistas radicais.


