Tratado europeu: PSD vai reunir Conselho Nacional para formalizar posição sobre acordo e sua ratificação

19.10.2007 - 12:38 Por Lusa
O líder parlamentar do PSD anunciou hoje que os sociais-democratas vão reunir o Conselho Nacional para formalizar uma posição em relação às matérias decorrentes da aprovação do Tratado Reformador da União Europeia (UE), nomeadamente a forma de ratificação.
Depois de no plenário da Assembleia da República ter dado os parabéns ao Governo, à diplomacia portuguesa e à Comissão Europeia pelo acordo alcançado esta madrugada, Santana Lopes falou aos jornalistas para dizer que a questão da forma de ratificação do Tratado será discutida na comissão política nacional do partido, amanhã, e posteriormente em Conselho Nacional, ainda sem data.
"O nosso partido vai reunir o Conselho Nacional para formalizar a sua posição em relação às matérias decorrentes da aprovação do Tratado", afirmou.
Questionado sobre a sua posição pessoal sobre a forma de ratificação, Santana Lopes escudou-se nas funções de líder parlamentar mas abriu caminho à aprovação do Tratado pela Assembleia da República. "Neste momento, não tenho posições pessoais, tenho posições institucionais (...) Acho que é muito complicado para a União Europeia um referendo num só país bloquear durante anos o processo de evolução de toda uma União".
"É tudo isso que iremos ponderar e analisar, com certeza que muitos de nós defendemos o referendo, preparámos o referendo ao anterior Tratado e depois teve a consequência que teve, bloquear a União durante anos", recordou, referindo-se à rejeição popular do anterior Tratado Constitucional pela França e Holanda.
Para Santana Lopes, "não deve haver desculpas se houver mudança de posição" por parte do Governo mas salienta que terão de ser explicadas as razões dessa alteração, deixando antever que o PSD não será muito crítico se o executivo deixar cair o referendo. "Nós compreendemos que as circunstâncias são de facto muito novas", afirmou.
No entanto, o líder parlamentar do PSD remeteu essa questão para os órgãos do partido, preferindo congratular-se com a aprovação do Tratado.
"Hoje é um dia de júbilo para Portugal e para a União Europeia e nós sentimos esse júbilo também", frisou.


