Trabalhadores da Deepwater Horizon desligaram alarmes para dormir melhor

24.07.2010 - 12:28 Por PÚBLICO
Os sistemas de alarme da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, no golfo do México, estavam desligados quando se verificou a explosão, concluiu uma investigação.
Os alarmes tinham sido desligados de modo a que os trabalhadores dormissem melhor, não sendo acordados por falsos alarmes, apurou agora a investigação federal norte-americana ao desastre.
A revelação foi feita ao painel federal que em Nova Orleães investiga as causas do desastre por um dos principais técnicos que trabalham para a Transocean, a empresa de prospecções petrolíferas responsável pela plataforma onde morreram 11 pessoas. Mike Williams estava encarregue de manter os sistemas electrónicos daquela exploração, segundo noticia hoje o jornal britânico “The Guardian”.
Os sensores que normalmente controlam as condições de funcionamento da plataforma Deepwater Horizon e do poço de petróleo Macondo, por baixo dela, ainda estavam a funcionar, mas o computador recebera instruções para não desencadear quaisquer alarmes, mesmo no caso de eles detectarem que algo não estava a correr bem.
Presume-se que as provas de desactivação deliberada dos mecanismos de segurança venham a ter fortes implicações para a BP e para a Transocean, a maior empresa mundial de exploração offshore. Aparentemente, segundo o “Guardian”, isto poderá desviar o foco das culpas da multinacional britânica para a Transocean, que em última análise tomou a decisão de desligar os alarmes. Das 126 pessoas que naquele dia estavam na plataforma, sete trabalhavam para a BP e 79 para a Transocean.


