O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, congratulou-se hoje com a decisão do IRA de abandonar a luta armada, que classificou como um "passo de uma amplitude jamais vista", um dia "em que a paz substitui a guerra".
"(...) Ffelicito o reconhecimento de que o único caminho para a mudança política reside exclusivamente nos métodos pacíficos e democráticos", afirmou Blair.
"É um passo de uma amplitude jamais vista na história recente da Irlanda do Norte", declarou. "Este pode ser o dia em que, após falsas esperanças [...], a paz substitui a guerra e a política substitui o terrorismo na ilha da Irlanda", acrescentou ainda o chefe do Executivo britânico.
O Exército Republicano Irlandês (IRA) deu hoje ordens aos seus membros para que abandonem a luta armada a partir das 04h00 (mesma hora em Lisboa), anunciou a organização em comunicado.
A declaração do IRA insta os seus seguidores a prosseguirem por meios legais e políticos o objectivo da reunificação da Irlanda e o fim da autoridade britânica sobre a Irlanda do Norte.
"Os voluntários receberam instruções para contribuírem para o desenvolvimento de um programa puramente político e democrático por meios exclusivamente pacíficos", escreve o comunicado.
Esta decisão histórica do IRA, que assinou um cessar-fogo em 1997, deverá conduzir ao desmantelamento de todo o seu aparelho paramilitar, numa iniciativa sem precedentes desde a formação do grupo clandestino, em 1970.


