O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, lançou hoje um apelo à formação de uma aliança mundial para proteger os "valores globais" da equidade, justiça e liberdade, que considera estarem ameaçados pelo terrorismo.
O primeiro-ministro britânico, que discursava perante o Parlamento australiano, disse que "a ameaça imediata provém do extremismo islâmico", que não é "erupção passageira de ira mas sim uma ideologia global em guerra com o ocidente e com o modo de vida ocidental".
"Se queremos manter o nosso modo de vida, não há alternativa que não seja lutar por ele. Isso significa erguermo-nos em defesa dos nossos valores não só nos nossos países mas em todo o mundo", sublinhou.
"Esta luta é sobre a justiça e a equidade, sobre a segurança e a prosperidade. E em boa verdade hoje não há prosperidade sem segurança e não há segurança sem justiça. É uma consequência deste mundo interligado", disse.
Tony Blair referiu-se às recentes eleições no Iraque e no Afeganistão como símbolos dos valores que estava a defender e disse que aqueles dois países estão a "travar uma luta titânica para se livrarem de um legado de opressão, estagnação e servidão".
Defendeu também o papel dos Estados Unidos nessa luta, afirmando que a aliança que estava a propor "não acaba, mas começa com a América".
Comentou que ter Washington como aliado poderia por vezes ser difícil, mas referiu que a chave para o triunfo está nas mãos da Administração norte-americana.
"O perigo com a América hoje não é ela estar demasiado envolvida; o perigo é ela decidir retirar-se. Precisamos que esteja envolvida, queremos que esteja envolvida", disse.
"A realidade é que nenhum dos problemas que nos afligem hoje em dia podem ser resolvidos ou sequer encarados sem a América", acentuou.
Blair chegou à Austrália no sábado, numa primeira escala de uma viagem por três países, durante a qual vão estar em destaque o terrorismo global e a guerra no Iraque.


