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Em Maubisse

Timor-Leste: líder dos militares rebeldes entregou armas aos australianos

16.06.2006 - 12:18 Por Lusa

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O processo de entrega de armas dos militares rebeldes deverá ser seguido também em Gleno, onde estão acantonados os restantes militares rebeldes O processo de entrega de armas dos militares rebeldes deverá ser seguido também em Gleno, onde estão acantonados os restantes militares rebeldes (Antonio Dasiparu/EPA (arquivo))
O líder dos militares rebeldes timorenses, o major Alfredo Reinado, foi o primeiro a entregar a sua arma aos militares australianos, hoje, em Maubisse, no âmbito do processo de entrega de armas accionado pelo Presidente da República.

O processo começou a 60 quilómetros de Díli, na pousada de Maubisse, onde o major Reinado e outros 20 militares e polícias estão acantonados há várias semanas.

O armamento foi recebido pelo pelotão de militares australianos no pátio exterior da pousada de Maubisse.

O processo de entrega de armas dos militares rebeldes deverá ser seguido também em Gleno, onde estão acantonados os restantes militares rebeldes liderados pelos majores Marcos Tilman e Alves Tara.

Hoje de manhã (hora local), o comandante das forças australianas em Timor-Leste, o brigadeiro Mick Slater, confirmou à imprensa que a entrega de armas começaria em Maubisse. "Esperamos receber entre 40 e 50 armas", acrescentou o brigadeiro Slater.

O início da entrega das armas tinha sido anunciado ontem por Marcos Tilman, outro oficial rebelde, e foi depois confirmado pelo comandante das forças australianas.

O anúncio foi feito cerca de 24 horas depois de o Presidente timorense, Xanana Gusmão, ter proclamado, numa mensagem ao Parlamento, que tinha chegado a hora de se passar à segunda fase da presença das forças militares internacionais, com o seu desdobramento para o interior do país.

Este movimento representa a ampliação da missão de manutenção da ordem pública pelos efectivos da GNR, por enquanto circunscritos ao bairro de Comoro, em Díli.

Efectivos militares e policiais da Austrália, da Malásia, da Nova Zelândia e de Portugal, num total de cerca de dois mil homens, começaram a chegar no passado dia 25 de Maio a Timor-Leste, correspondendo a um pedido das autoridades timorenses para ajudarem a restabelecer a lei e ordem públicas, face à desintegração da Polícia Nacional e às divisões no seio das Forças Armadas.

Quanto ao ex-tenente Gastão Salsinha, porta-voz dos cerca de 600 indivíduos que subscreveram uma petição a denunciar alegadas práticas discriminatórias no seio das Forças Armadas timorenses, o major Marcos Tilman asseverou que "eles não têm armas nenhumas".

"Eles não têm armas. Quem as tem somos nós, eu, major Tara e os nossos homens e o grupo do major Alfredo Reinado", acrescentou.

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Comentário + votado

O que será destes militares após a entrega das suas armas?

Tudo indica aqui que nada acontecerá e que será resolvido “familiarmente” como nos tempos ...

Anónimo

17.06.2006 09:13

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