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Ramos Horta culpa jovens desempregados por violência

Timor: mercado de Taibessi destruído e mais de cem casas e lojas queimadas em Díli

29.04.2006 - 10:00 Por Lusa

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A violência de ontem fez estragos em várias zonas da capital A violência de ontem fez estragos em várias zonas da capital (Amori Antonio/AP)
Mais de cem casas e lojas foram queimadas em Taci Tolo e o mercado de Taibessi foi destruído, na sequência dos violentos confrontos registados ontem em Díli, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense em conferência de imprensa. A capital timorense é hoje uma cidade quase deserta, com poucos veículos a circular, mas a situação é de tranquilidade.

José Ramos Horta, que responsabilizou bandos de jovens desempregados pela onda de violência, reafirmou que oficialmente apenas foram contabilizados dois mortos e 34 feridos.

Quanto a detenções, Ramos Horta fixou em cinco o número adiantado pela polícia, e noutros cinco elementos do grupo dos 591 militares contestatários, que se entregaram às autoridades.

"A situação está muito mais calma, obviamente há muita tensão ainda. Mas a violência cessou", garantiu.

A conferência de imprensa realizou-se depois de Ramos Horta, acompanhado do chefe do Estado-Maior das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), coronel Lere Timor, e do comandante-geral da Polícia Nacional, superintendente Paulo Martins, ter reunido com o corpo diplomático.

Patrulhas conjuntas da Polícia Nacional e da Polícia Militar garantem a manutenção da ordem pública em Díli, uma cidade em que a quase totalidade do comércio fechou as portas. Dos três maiores supermercados existentes, apenas um se encontrava aberto, com grandes filas à entrada e alguns "stocks", como leite, já esgotados.

O período de maior tensão de hoje ocorreu na zona entre a rotunda de Comoro, que dá ligação ao aeroporto, e Taci Tolo, na entrada ocidental da cidade, quando bandos de jovens tentaram forçar a entrada na capital, no que foram impedidos pelos efectivos das forças armadas, aí estacionados desde as 17h00 de ontem (09h00 em Lisboa). A troca de tiros prolongou-se por cerca de dez minutos, após o que os jovens se puseram a monte.

Fonte militar que não quis ser identificada disse à Lusa que durante a troca de tiros é de prever que tenham sido provocadas algumas baixas entre os jovens, mas que até agora não foram referenciados outros feridos além dos que deram entrada no Hospital Nacional.

Entretanto, o comandante das F-FDTL, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, regressou hoje a Díli, proveniente da Malásia, onde acompanhado pelo ministro da Defesa, Roque Rodrigues, participou numa feira de armamento.

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Perfeitamente normal!

Tudo que é burro e parolo, a primeira coisa que sabe fazer e barulho, incendiar e destruir. O nosso ...

Anónimo

30.04.2006 12:48

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