Uma vacina experimental para a sida reduziu pela primeira vez o risco de infecção, disseram hoje investigadores na Tailândia. “É a primeira vez no mundo que se encontra uma vacina que pode prevenir a infecção do HIV”, disse o ministro da Saúde tailandês, Withaya Kaewparadai. Mas a sua aplicação pode ser limitada e uma vacina comercial vai demorar algum tempo, escreve a Reuters, citando investigadores.
A vacina – que junta duas vacinas antes experimentadas – foi administrada a 16 mil pessoas naquele país: todos voluntários seronegativos com idades entre os 18 e os 30 anos e uma exposição ao risco de contaminação considerada semelhante à média das pessoas.
Foi o maior teste do género alguma vez realizado para prevenir a contaminação pelo vírus que provoca a sida, o HIV. Investigadores descobriram que a vacina reduziu em cerca de um terço o risco de contracção do vírus.
O teste foi conduzido pelo ministério da Saúde da Tailândia e o exército norte-americano, e financiado pelos Estados Unidos.
Já numa reacção esta manhã em Paris, o laboratório Sanofi-Pasteur, divisão de vacinas do grupo Sanofi-Aventis, considerou que os testes da vacina representavam uma “primeira demonstração” de que uma vacina contra a sida podia “tornar-se realidade”. “Apesar de modesta, a redução do risco de infecção pelo HIV é estatisticamente significativa”, comentou à AFP Michel DeWilde, vice-presidente para a investigação e desenvolvimento no Sanofi-Pasteur.
Duas agências das Nações Unidas, a Organização Mundial de Saúde e a ONUSIDA, disseram que este desenvolvimento dá “nova esperança” no combate à doença, notando também que é preciso mais trabalho.
“Não antecipamos que uma vacina comercial seja disponibilizada durante algum tempo, mas foram finalmente elevadas as possibilidades de uma vacina eficaz” depois de 30 anos, disse à Reuters Michael Leacock, analista da ABN AMRO.
Notícia actualizada às 11h30


