Tecnológicas alemãs protegidas da crise, mas admitem quebra de actividade no futuro

22.10.2008 - 12:34 Por AFP
As empresas tecnológicas da Alemanha são neste momento o sector mais poupado pela crise, mas quase 40 por cento das empresas do sector admitem uma baixa do volume de negócios nos próximos meses, de acordo com os resultados de uma sondagem publicada hoje.
Apenas 13 por cento das empresas indicaram sentir já efeitos negativos sobre o volume de negócios devido à crise financeira, de acordo com a Bitkom, a federação do sector, que interrogou na última semana várias centenas de sociedades especializadas em telecomunicações, serviços informáticos e "software". Trinta e nove por cento destas empresas contam ter uma retracção da sua actividade nos próximos meses, contra 60 por cento que continuam a ser optimistas.
Além disso, cerca de um terço das sociedades (30 por cento) antecipa condições de financiamento mais difíceis nos próximos meses, como consequência de uma maior reserva dos bancos em atribuir créditos.
A Bitkom acrescenta a sua voz à das federações sectoriais que reclamam uma intervenção do Estado para relançar os seus negócios. "Esta é a ocasião de fazer os investimentos que se esperam há muito tempo nas infra-estruturas tecnológicas do Estado, dos estados regionais e dos comuns" , defendeu num comunicado, August-Wilhelm Scheer, o presidente da federação.
De acordo com a Bitkom, os poderes públicos poderiam assim " dar impulsos suplementares", por exemplo apoiando o equipamento em computadores dos estabelecimentos escolares ou ainda desenvolvendo os serviços administrativos na Internet.


