Os manifestantes antigovernamentais que bloqueiam os dois aeroportos de Banguecoque aceitaram hoje negociar com as autoridades, a fim de se encontrar uma saída para a crise que paralisa o país há vários dias, anunciou hoje um alto responsável da polícia.
"A Aliança do Povo para a Democracia (People's Alliance for Democracy, PAD) aceitou negociar durante o dia de amanhã", declarou à AFP o comandante-adjunto da polícia regional, Piya Sorntrakoon.
O mesmo responsável adiantou ainda que centenas de polícias se posicionaram em redor do aeroporto internacional de Suvarnabhumi, ocupado pelos manifestantes, mas que esse movimento não implica a iminência de um ataque ao edifício.
Os dois aeroportos comerciais de Banguecoque foram invadidos esta semana por milhares de opositores anti-governamentais, do PAD, que procuram o afastamento do primeiro-ministro eleito democraticamente, Somchai Wongsawat, acusando-o de corrupção.
Wongsawat é igualmente acusado de ser controlado à distância pelo ex-primeiro-ministro, Thaksin Shinawatra, que é cunhado do actual chefe do Governo e está no exílio no Dubai, após ter sido condenado à revelia por corrupção, em Agosto.
A situação é tão grave que o primeiro-ministro decretou ontem o estado de emergência em redor dos dois aeroportos, de Suvarnabhumi (voos internacionais) e de Don Mueang (voos domésticos).
Esta medida de excepção, geograficamente limitada, confere poderes acrescidos às forças da ordem para voltarem a restabelecer a segurança e a tranquilidade.
Chefe da polícia nacional afastado do cargo
Soube-se igualmente hoje que o chefe da polícia nacional tailandesa, o general Patcharawat Wongsuwan, foi hoje fastado do seu cargo pelo primeiro-ministro.
"O primeiro-ministro ordenou a transferência do chefe da polícia nacional, o general Patcharawat Wongsuwan (...)", indica hoje o Executivo num comunicado oficial, sem explicar os motivos do seu despedimento.
"O primeiro-ministro nomeou em seu lugar o general Prateep Tanprasert", acrescenta o texto.




