Tailândia: explosão de granada junto à sede do Governo fere 46 manifestantes

29.11.2008 - 19:36 Por Agências
A explosão de uma granada, lançada esta noite contra os manifestantes que ocupam a sede do Governo tailandês, provocou pelo menos 46 feridos, adiantou a polícia.
Segundo as agências internacionais, o incidente ocorreu por volta da meia-noite (17h00 em Lisboa) junto a um palco montado no local para os discursos dos dirigentes da Aliança do Povo para a Democracia (PAD, na sigla em inglês), a coligação que há vários meses exige nas ruas a demissão do primeiro-ministro, Somchai Wongsawat.
O Canal 3 da televisão tailandesa divulgou imagens de várias pessoas feridas a serem transportadas em camiões para os hospitais.
Em declarações àquela estação, Suriyasai Katasila, porta-voz da coligação, responsabilizou os apoiantes do Governo por este ataque, o último de uma série contra os manifestantes que desde Agosto ocupam aquele espaço. O responsável garantiu, porém, que depois de encaminhados os feridos para o hospital “os manifestantes voltaram às suas posições” e garantiu que não há qualquer intenção de evacuar o local.
Este incidente ocorre horas depois de apoiantes do PAD terem agredido polícias junto a um dos dois aeroportos da capital ocupados há quatro dias pela oposição. Armados com barras de ferro e bastões, alguns grupos de jovens obrigaram 150 polícias anti-motim a abandonar o posto de controlo que impedia a entrada de mais manifestantes no local.
A ocupação dos aeroportos de Suvarnabhumi (voos internacionais) e Don Mueang (ligações domésticas) está a deixar milhares de turistas bloqueados na capital tailandesa e, para tentar minorar a situação, o Governo decidiu encaminhar passageiros prioritários para um aeroporto militar de U-Tapao, mas poderão passar semanas até a situação estar normalizada.
O Governo teme que o bloqueio tenha consequências a médio prazo nas receitas do turismo do país, o que o levou a decretar o estado de emergência em redor dos aeroportos e tem vindo a reforçar o dispositivo policial na zona. Por seu lado, a oposição também já avisou que só aceita negociar após a demissão de Wongsawat, acusado de ser o testa de ferro de Thaksin Shinawatra, afastado por um golpe militar em 2006 e condenado à revlia, em Agosto, por corrupção.


