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Ícone da luta contra a pena de morte

Supremo Tribunal dos EUA recusa pedido de Mumia Abu Jamal para novo julgamento

06.04.2009 - 18:22 Por Agências

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Mumia Abu Jamal está no corredor da morte há 27 anos Mumia Abu Jamal está no corredor da morte há 27 anos (Claudia Daut/Reuters)
A justiça norte-americana rejeitou hoje o pedido do jornalista negro Mumia Abu Jamal para um novo julgamento pelo assassínio de um polícia branco de Filadélfia, em 1981. O Supremo Tribunal dos Estados Unidos considerou inválidas as alegações de que o Ministério Público tenha excluído de forma deliberada negros do júri do julgamento que acabou com a condenação à morte de Abu Jamal.

Mumia Abu-Jamal, que já foi repórter de rádio, condutor de táxi e ex-Pantera Negra (organização radical de negros americanos), está no corredor da morte há 27 anos. Este foi o seu terceiro recurso a chegar ao Supremo e a ser rejeitado.

O principal tribunal norte-americano declarou que não iria pôr em causa o veredicto do tribunal inferior que já rejeitara o ano passado as alegações de que o júri terá sido parcial e tendencioso.

O tribunal de recurso em Filadélfia manteve a condenação de Jamal mas declarou a sentença de morte inválida. Falta agora o Supremo decidir sobre a pena de morte – depois ou Abu Jamal sairá finalmente do corredor da morte ou verá uma nova data de execução ser marcada.

Abu Jamal foi condenado pelo assassínio Daniel Faulkner numa operação de controlo de trânsito na baixa de Filadélfia, em Dezembro de 1981. Faulker tinha mandado parar o carro do irmão de Mumia e pouco depois estava morto a tiro. Múmia foi encontrado no local, ferido com a arma do polícia. Quando a polícia chegou encontrou Jamal ferido e com a sua arma e as autoridades consideraram as provas contra ele esmagadoras.

Desde a condenação, em 1982, que os activistas norte-americanos e europeus contra a pena de morte fizeram dele um ícone da sua luta e apoiam as suas reivindicações de que é vítima de um sistema de justiça racista.

Múmia Abu-Jamal é o pseudónimo de Wesley Cook. Tem hoje 54 anos e há 27 que reclama a sua inocência e tem mantido o seu caso vivo através de publicação de livros e da participação em programas de rádio.

Notícia corrigida às 22h35

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Comentário + votado

coisas de pontaria

Policia morto , prevaricador ferido . Quem abriu fogo foi o policia . E se o policia não quis ...

fernando

07.04.2009 20:18

X

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