Texas, Vermont, Rhode Island e Ohio votam hoje

Superterça-feira II, dia decisivo para Hillary Clinton

04.03.2008 - 08:59 Por Rita Siza, Austin, Texas

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Para Hillary Clinton, o momento é decisivo Para Hillary Clinton, o momento é decisivo (Carlos Barria/Reuters (arquivo))
A senadora Hillary Clinton joga esta noite o seu futuro como candidata à presidência dos Estados Unidos, numa nova superterça-feira eleitoral que se espera poder clarificar finalmente qual será o democrata que vai defrontar John McCain, que já tem assegurada a nomeação republicana.

Os eleitores norte-americanos voltam hoje às urnas nos estados do Vermont, Rhode Island, Ohio e no Texas - onde o sistema eleitoral prevê que as pessoas podem votar primeiro em primárias e depois em caucus, contribuindo assim para eleger por duas vias mais de 200 delegados à convenção nacional no final de Agosto.

Para Hillary Clinton, o momento é decisivo: depois de uma série de onze derrotas consecutivas, a candidata só terá argumentos para continuar a concorrer com Barack Obama se conseguir inverter a tendência e provar que prevalece nos grandes estados, os mais importantes para Novembro. Uma derrota elimina-a quase automaticamente da competição - embora muitos especulem que, mesmo que a senadora não vença todas as primárias de hoje, poderá insistir em manter-se em jogo para um "tira-teimas" definitivo na Pensilvânia, no final de Abril, se a diferença de delegados para o seu adversário continuar abaixo de uma centena.

"A mim não me agrada nada votar por uma mulher, mas jamais poderia votar por alguém que se recusa a usar o pin da bandeira americana na lapela e tem uma fotografia com um ditador africano na parede do escritório...", confessou ao PÚBLICO Larry Biggs, um criador de ovelhas presente na Feira de Gado e Rodeo do Texas, em Austin, e que durante os seus 65 anos de vida sempre se declarou convictamente como um democrata.

"Nada a negociar"
O que, às vezes, parece difícil de descortinar no seu discurso. Por exemplo, Larry é apaixonadamente a favor da proibição do aborto, uma posição contrária à do seu partido. E a diplomacia também é coisa que não o convence. "Que mania é esta que temos de falar e negociar com toda a gente? No tempo de Kennedy ou Lyndon Johnson, os Estados Unidos avisavam os russos que lhes rebentavam com os submarinos e não negociavam. Os Estados Unidos não têm nada que negociar", insiste.

A sua filha Jenei, que não sente a mesma lealdade partidária do pai, garante que nunca votará por Hillary Clinton. "Eu acho que as mulheres não têm nada que se candidatar a cargos políticos", explica. "Eu agora não vou votar, mas talvez vá em Novembro. Por quem? John McCain", revela, enquanto o pai abana a cabeça.

"Ela votou no Bush, não devia estranhar", informa Larry Biggs. Jenei assegura que "não se queixa" do actual Presidente, apesar de considerar que este tomou "muitas decisões erradas". Por exemplo, a guerra do Iraque, que "já só interessa por causa do dinheiro". "Não estamos a ganhar nem estamos a ajudar, por isso temos de sair", considera.

Mas isso não será contraditório com aquilo que defende John McCain? "Se calhar, é. Da maneira que eu vejo as coisas, as guerras são inevitáveis. Depois do Iraque, há de ser o Irão, ou outro lugar qualquer. Antes lá do que aqui", sublinha.

Hunter, um jovem que participa na exposição de gado com a vaca Elsie, considera John McCain é o único candidato capaz de assegurar que os Estados Unidos não voltem a ser atacados. "Se os democratas vencerem estas eleições, vamos ter outro 11 de Setembro. Não se pode ter complacências com os terroristas, temos de os bombardear."

É a economia...
Jim Wesley, que também participa no concurso de gado, diz ao PÚBLICO que, "se não fosse a economia", não teria o mínimo problema em votar em John McCain, que "é um bom homem". "Nas questões morais, os meus valores são os mesmos dos republicanos, mas não me agrada a forma como eles encaram a economia. Toda a minha vida, assisti a uma cada vez maior concentração da riqueza nas mãos das corporações, as administrações republicanas nunca me beneficiaram como pequeno empresário", refere.

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t

Muito bem sr joão de Austin. Vale a pena ler o seu comentário. Há jornalistas ignorantes como em ...

ruben azevedo

04.03.2008 18:30

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