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Ban Ki-moon voltou a vencer votação prévia no Conselho de Segurança

Sul-coreano posiciona-se como favorito à sucessão de Kofi Annan

29.09.2006 - 17:49 Por AFP

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Apenas um dos 15 membros do Conselho de Segurança apresentou um voto de desencorajamento à candidatura de Ban Ki-moon Apenas um dos 15 membros do Conselho de Segurança apresentou um voto de desencorajamento à candidatura de Ban Ki-moon (EPA)
O ministro sul-coreano dos Negócios Estrangeiros, Ban Ki-moon, reforçou o favoritismo na corrida para a sucessão de Kofi Annan como secretário-geral das Nações Unidas, ao vencer, pela terceira vez consecutiva, uma votação prévia no Conselho de Segurança.

Segundo o embaixador chinês na ONU, Wang Guangya, o chefe da diplomacia norte-coreana obteve 13 votos de “encorajamento”, um “sem opinião” e um de “desencorajamento” na votação realizada na noite de ontem.

A principal dúvida que recai sobre as hipóteses de Ban como possível sucessor de Annan é saber qual o país que se opõe à sua candidatura. Caso esse opositor seja um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, o voto poderia traduzir-se num veto à escolha do sul-coreano numa votação final.

Segundo vários diplomatas, citados pela AFP, o secretário-geral adjunto da ONU para a Comunicação, o indiano Shashi Tharoor, foi o que obteve o segundo melhor resultado, à semelhança do que ocorreu nas duas anteriores votações, ao obter oito votos de “encorajamento”, três de “desencorajamento” e quatro “sem opinião”.

A Presidente da Letónia, Vaira Vike-Freiberga, recentemente entrada na corrida, surgiu na terceira melhor posição entre os sete candidatos, superando o vice-primeiro-ministro deposto da Tailândia, Surakiart Sathirathai, o diplomata singalês Jayantha Dhanapal, o príncipe jordano Zeid Raad al-Hussein e o universitário afegão Ashraf Ghani.

Na próxima segunda-feira, o Conselho de Segurança irá efectuar uma nova votação mas desta vez, graças à cor diferente dos boletins, será possível distinguir as posições dos membros permanentes das dos outros dez.

Nos termos da Carta das Nações Unidas, o secretário-geral da ONU é eleito pela Assembleia-Geral, sob recomendação do Conselho de Segurança. Na realidade, o poder de veto dá aos cinco membros permanentes do Conselho um papel preponderante na escolha.

Vários países já assumiram publicamente que Annan, de nacionalidade ganesa, deveria ser substituído, em Janeiro do próximo ano, por um asiático, dando seguimento a uma prática, de longa data, de alternância entre os vários grupos geográficos. Apenas um asiático liderou a organização desde a sua fundação, o birmanês U Than, secretário-geral entre 1961 e 1971.

Band, que apresentou a sua candidatura no início do ano, tem liderado uma campanha muito activa. Anteontem, proferiu um discurso perante a Academia Internacional de Paz, em Nova Iorque, tendo apresentado a sua visão para o futuro da ONU e sublinhado a importância de levar por diante a reforma institucional da organização, iniciada por Annan.

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