Os suíços aprovaram hoje, por larga maioria, a recondução e a extensão à Bulgária e à Roménia dos acordos de livre circulação entre os trabalhadores da União Europeia (UE) e da Confederação Helvética, segundo os resultados divulgados ao início da tarde.
Quase 60 por cento dos eleitores (59,6) disseram “sim” à continuação dos acordos com Bruxelas que, desde 2002, permitiram a 200 mil cidadãos da União Europeia trabalhar no país. Apenas em quatro dos 26 cantões suíços o “não” foi maioritário.
O resultado acabou por surpreender os analistas, que não excluíam que a actual crise económica, que fez aumentar o desemprego no país, pudesse levar os eleitores a adoptar medidas mais proteccionistas.
Mas este cenário, pretendido pelos populistas da União Democrática do Centro, poria em causa anos de cooperação entre Berna e Bruxelas, tanto mais que a livre circulação está associada a seis acordos económicos, que facilitam as trocas comerciais entre a Confederação Helvética e os Estados-membros da UE.
No final, “venceu a linguagem da razão”, comentou o presidente dos sociais-democratas, Christian Levrat, enquanto a União Democrática do Centro (UDC, direita populista) afirma que os eleitores foram confrontados “com dois males” e acabaram por escolher “o que achavam ser melhor para os seus interesses, a curto prazo”.



