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Episódio causa tensão diplomática

Suíça: cidadã brasileira atacada por neonazis

12.02.2009 - 11:55 Por Susana Almeida Ribeiro

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Os atacantes cortaram a vítima e marcaram-lhe a sigla alemã do partido de extrema-direita SVP (UDC, em francês) em várias partes do corpo Os atacantes cortaram a vítima e marcaram-lhe a sigla alemã do partido de extrema-direita SVP (UDC, em francês) em várias partes do corpo (DR)
Uma cidadã brasileira residente na Suíça foi vítima de um ataque de cariz xenófobo por parte de neonazis na periferia de Zurique. Em consequência da violência dos golpes, a mulher, grávida de três meses, acabou por abortar.

De acordo com a agência noticiosa estatal brasileira, a mulher, uma pernambucana de 26 anos e funcionária numa multinacional, foi atacada na segunda-feira à noite, após um dia de trabalho.

Paula Oliveira, que falava ao telemóvel com a mãe no percurso entre a estação de comboios e a sua casa, foi levada para um parque por três “skinheads”, onde foi agredida durante vários minutos, tendo sido marcada com um objecto cortante em várias partes do corpo. A sigla SVP - iniciais em alemão do Partido do Povo Suíço, de extrema-direita – foi uma das inscrições que os atacantes deixaram no corpo da vítima.

A mulher, advogada, deu entrada no hospital após o ataque e permanece internada.

Ataque gera tensão diplomática
Este episódio está a gerar alguma tensão diplomática entre a Suíça e o Brasil. Ainda de acordo a agência noticiosa brasileira, o caso ganhou contornos políticos depois de a cônsul-geral do Brasil em Zurique, Vitória Clever, ter constatado que a polícia local não abriu nenhuma investigação ao sucedido nem sequer tentou identificar os autores do ataque. “Trata-se claramente de um ataque xenófobo”, afirmou a diplomata, que foi hoje novamente à polícia exigir mais esclarecimentos. “Se for necessário, levaremos o caso às mais altas instâncias”, acrescentou.

A diplomacia brasileira criticou ainda a actuação da polícia logo após a denúncia de Paula Oliveira, questionando se os golpes que a vítima apresentava não teria sido auto-infligidos.

Além disso, a cônsul Vitória Clever indicou ainda que, ao telefonar para a polícia, lhe foi dito que se quisesse pormenores do ataque que “perguntasse à vítima”.

Os ataques de cariz neonazi têm-se multiplicado na Suíça nos últimos meses, um país que está igualmente a sofrer as consequências da grave crise financeira mundial e do aumento do desemprego.

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¡Qué vergüenza!

Yo Rechazo todo tipo de agresión, llámese racista o xenófobo. Luis, desde Venezuela.

Luis

24.03.2010 14:22

X

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