Uma sondagem levada a cabo durante a semana passada pelo jornal “The Washington Post” e pela cadeia ABC News apurou que o Presidente Barack Obama conseguiu, pela primeira vez, uma clara margem de vantagem numa hipotética eleição presidencial frente ao candidato republicano Mitt Romney.
As taxas de aprovação à actuação do Presidente Barack Obama situam-se nos 50%, o valor mais elevado desde Maio passado, imediatamente após a morte de Osama bin Laden. A marca dos 50% é considerada como a linha crítica abaixo da qual as hipóteses de um Presidente ser reeleito diminuem drasticamente.
Num hipotético exercício eleitoral Obama vs. Romney, o actual Presidente conquistaria 52% dos votos entre a generalidade dos americanos, contra os 45% obtidos por Romney. Ainda assim, entre os votantes independentes - que poderão determinar a orientação final das presidenciais - 47% aprovam e 50% desaprovam a forma como Obama tem feito o seu trabalho.
Esta sondagem foi levada a cabo por telefone entre quarta-feira e sábado da semana passada junto de um universo de 1000 adultos. Os resultados têm uma margem de erro de mais ou menos quatro pontos percentuais.
Mitt Romney continua a solidificar a sua posição como candidato provável do flanco republicano às presidenciais de 6 de Novembro, mas ainda terá de resolver alguns aspectos da sua candidatura se quiser ter uma base de apoio popular mais expressiva.
Romney tem sido criticado por não se identificar com o americano médio: 52% dos votantes dizem que Obama percebe melhor os problemas económicos que as pessoas estão a ter, ao passo que apenas 37% dizem o mesmo de Romney.
O mais recente relatório nacional sobre o trabalho e emprego deu conta que foram criados 243 mil novos postos de trabalho em Janeiro e que a taxa de desemprego desceu para os 8,3%, o que deu a Obama um sopro de vantagem, mas ainda assim nove em cada dez pessoas continua a classificar a economia como estando num período negativo e, entre os votantes independentes, cerca de 50% considera que este poderá ser um factor-chave a pesar contra a reeleição de Obama.
A riqueza de Romney também divide os votantes. Cerca de 43% dos eleitores considera a fortuna do candidato republicano - estimada em 250 milhões - como “positiva” porque ela simboliza o “sonho americano”, mas 44% consideram-na negativa já que sugere que ele beneficiou de oportunidades que não estão disponíveis para a maioria das outras pessoas.
Romney é igualmente vulnerável às considerações sobre o pagamento de impostos. Há duas semanas que o candidato republicano apresentou a sua declaração de impostos, ficando claro que foi taxado em cerca de 14%. Dois terços dos inquiridos consideram que ele não pagou uma percentagem justa. Romney argumentou, porém, que os ataques contra o seu sucesso financeiro ou de outros como ele representam uma guerra de classes e uma crítica ao sistema capitalista que - diz ele - transformou os EUA na economia mais forte e mais inovadora do Mundo.
Por seu lado Obama tem lutado por mais justiça económica, particularmente para a classe média. A sondagem revela que Obama se mantém em alta neste aspecto. Cerca de 68% dos inquiridos consideram que o sistema de impostos federal está feito para favorecer os ricos e não a classe média. Mais de sete em 10 defendem o pagamento de mais impostos para quem ganhar mais de um milhão por ano - uma ideia há muito defendida pelo chefe de Estado.



