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Colaboravam em projecto de nutrição quando foram levadas por homens armados

Somália: Negociações para libertar médica e enfermeira dos MSF continuam

27.12.2007 - 17:00 Por PUBLICO.PT

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As voluntárias ajudavam um grupo de sete mil crianças menores de cinco anos As voluntárias ajudavam um grupo de sete mil crianças menores de cinco anos (Corinne Dufka)
As autoridades somalis continuam a negociar com os sequestradores a libertação da médica e da enfermeira que trabalhavam na ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), segundo disseram à agência Europa Press fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol.

O sequestro ocorreu ontem, em Bosasso, nordeste na Somália, quando as duas mulheres se deslocavam com o motorista a um hospital. Apesar do rápido alerta dado pelo motorista à polícia e da rápida intervenção desta, as primeiras notícias que garantiam que as duas mulheres tinham sido libertadas não se confirmaram.

De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha, o dinheiro é a principal razão do rapto, pelo que têm de agir com bastante cuidado. Esta é também a vontade da ONG.

“Não se deve recorrer a um resgate pela força mas sim a uma saída negociada. Um resgate seria perigoso e não queremos arriscar de nenhuma forma”, sublinhou o responsável pelas Relações Externas dos MSF em Espanha, Carlos Ugarte.

A mesma fonte disse que os sequestradores continuam cercados mas que “as duas colaboradoras estão bem e não ficaram feridas”. A médica espanhola, Mercedes García, e a enfermeira argentina, Pilar Bauza, foram ontem levadas por vários desconhecidos armados, em Bosasso, na região somali de Puntland, a Norte do país.

Desde ontem que as duas mulheres não comem nem bebem nada, facto preocupa algumas fontes oficiais do Bosasso. Contrariamente às autoridades espanholas, as somalis dizem que uma das mulheres ficou ferida na viagem, apesar de sem gravidade.

Várias organizações humanitárias que se encontram na região têm pedido às forças policiais que as deixem aproximar-se no local onde as mulheres se encontram retidas para prestar assistência.

Até agora a polícia ainda não recorreu à força como tinha ameaçado ontem. O Governo de Puntland reafirmou a sua vontade de dar um final feliz ao sequestro, sem que as duas colaboradoras dos MSF sofram.

“O nosso maior objectivo continua a ser resgatar a salvo qualquer destas assistentes humanitárias e julgar os dois responsáveis por esta acto”, escreve em comunicado o ministro da Informação, Abdirahman Mohamed Salad, citado pelo diário espanhol “El Mundo”.

De acordo com o responsável pelas Relações Externas dos MSF em Espanha, tendo em consideração o contexto de Puntland – uma região semiautónoma dentro da Somália, que vive há mais de 15 anos sem Governo estável – é bastante provável que o sequestro tenha como objectivo obter um resgate.

Estas duas mulheres estão a viver a mesma situação do jornalista francês que foi libertado esta semana na Somália. De qualquer forma, os MSF garantem que ainda não sabem quem são os sequestradores nem o que pretendem.

Entretanto cerca de metade das pessoas que colabora no mesmo projecto de nutrição foi já evacuada e prevê-se que ainda durante o dia de hoje a outra metade também saia da região. Contudo, a coordenadora da missão continua na cidade a participar nas negociações.

As duas colaboradoras estavam a caminho de um centro nutricional onde os MSF seguem sete mil crianças menores de cinco anos que sofrem de algum tipo de malnutrição. Estas crianças fazem parte de um grupo de refugiados de 25 mil pessoas, distribuídas por 19 campos.

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Mundo: Duas funcionárias dos Médicos Sem Fronteiras sequestradas na Somália

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t

Retirar da Somalia todos os europeus e da Europa todos os somalis. A primeira parte desta resolucao ...

Sousa da Ponte

28.12.2007 10:28

X

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