• Primeira esplanada Time Out do mundo abre na Avenida da Liberdade
  • Petiscos com frango, das moelas à batata doce
  • Dead Combo e skates na passerelle

África

Somália: islamistas aceitam negociar com o Governo

05.11.2006 - 20:24 Por AFP

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
A Somália mergulhou no caos depois da guerra civil em 1991 A Somália mergulhou no caos depois da guerra civil em 1991 (Radu Sigheti/EPA)
Os líderes islamistas da Somália aceitaram hoje abrir novas negociações com o frágil Governo de transição do país, numa tentativa de evitar uma guerra civil, informaram os tribunais islâmicos.

“Os tribunais islâmicos aceitaram a oferta de negociações do presidente do Parlamento de transição”, disse Mohamed Ibrahim, alto responsável do Conselho Supremo Islâmico da Somália (SCIS).

“Estamos dispostos a continuar o processo de paz em Cartum”, acrescentou, precisando que os islamistas terão na terça-feira uma reunião de trabalho sobre a retoma das negociações.

Esta decisão surge depois do presidente do Parlamento de transição, Sharif Hassan Cheikh Aden, ter reunido com a União dos Tribunais Islâmicos (UIC), em Mogadíscio, para tentar “evitar uma guerra iminente na Somália”.

À sua chegada à capital, Aden disse que “a principal razão da sua vinda a Mogadíscio era continuar as negociações entre a UIC e o Governo” de transição.

Falando da sua vontade de “evitar uma guerra iminente na Somália”, Aden acrescentou “querer deter o banho de sangue” no seu país e obter o apoio dos islamistas e do Governo.

Até ao momento, o Governo de transição não reagiu a esta decisão.

As negociações entre o Governo e o movimento islamista – que controla o Sul e o Centro da Somália – fracassaram na quarta-feira em Cartum, Sudão, e foram adiadas “sine die”.

O Governo de transição está sediado em Baidoa, a 250 quilómetros da capital Mogadíscio, cidade tomada em Julho pela UIC. Durante a reunião, Aden terá pedido para o Governo se instalar em Mogadíscio, contou Ibrahim.

A Somália mergulhou no caos depois da guerra civil em 1991. O Governo de transição, em funções desde 2004, mostra-se incapaz de restaurar a ordem, enquanto os islamistas continuam a espalhar a sua influência no país.

Estatísticas

  • 0 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1275603

Comentário + votado

X

Mais em Mundo (12 de 12 artigos)

Ecevit foi uma figura chave da política turca durante cerca de meio século Morreu Bulent Ecevit, antigo primeiro-ministro turco