Depois de alerta dado pelo motorista da médica e da enfermeira

Somália: Dois membros da ONG Médicos Sem Fronteiras libertados depois de sequestro

26.12.2007 - 09:50 Por PUBLICO.PT

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A polícia da Somália conseguiu libertar as duas mulheres da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) que foram sequestradas quando se encontravam numa missão no nordeste daquele país, em Bosasso.

O alerta foi dado pelo motorista da médica espanhola e da enfermeira argentina e, mais tarde, o ministro da Informação da região confirmou a notícia avançada. No entanto, não se conseguiu ainda apurar se as suas mulheres são de facto espanholas, como foi inicialmente dito.

A polícia da região de Puntlandia, na Somália, conseguiu cercar os sequestradores, segundo informou o embaixador espanhol em Nairobi, Nicolás Martín Cinto. Depois de uma troca de tiros entre a polícia e os sequestradores, estes renderam-se.

“Há oito colaboradores nossos ali, num projecto de nutrição para refugiados somalis que a secção espanhola dos Médicos Sem Fronteiras está a levar a cabo”, acrescentou Javier Sancho, porta-voz dos MSF em Espanha.

O porta-voz da organização não conseguiu precisar a hora do acontecimentos, admitindo que poderá ter ocorrido hoje ou ontem.

O motorista explicou como se deu o sequestro: “Estava a levar as duas mulheres espanholas ao hospital local quando seis homens armados se aproximaram e bloquearam a estrada. Agarraram-me e levaram as mulheres do carro”.

Este incidente acontece dois dias depois do jornalista francês Gwen Le Gouil, sequestrado durante oito dias e por quem pediam 55 mil euros de resgate, ter sido libertado.

Puntlandia é uma das zonas mais estáveis do país mas, nos últimos tempos, tem registado muitos casos como este. Ainda assim os sequestradores somalis costumam tratar bem os seus prisioneiros e quase nunca os matam, pelo que esperam em troca diversos benefícios.

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