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União Europeia

Sócrates e Barroso saúdam alargamento Schengen como "culminar" da queda do Muro de Berlim

21.12.2007 - 10:31 Por Lusa

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Hoje e amanhã, José Sócrates e Durão Barroso participam em cerimónias de abertura simbólica de fronteiras ao espaço Schengen Hoje e amanhã, José Sócrates e Durão Barroso participam em cerimónias de abertura simbólica de fronteiras ao espaço Schengen (Tobias Schwarz/Reuters)
O primeiro-ministro e presidente em exercício da União Europeia, José Sócrates, e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, assinam hoje um artigo conjunto em 22 jornais europeus onde saúdam o alargamento do espaço Schengen a nove novos países.

"Trata-se em muitos aspectos do culminar de um processo lançado quase há 20 anos com a queda do Muro de Berlim", sublinham no artigo que, em Portugal, é publicado no "Diário de Notícias".

Hoje, às 00h00, o espaço Schengen de livre circulação de pessoas e bens foi alargado aos países que aderiram à União Europeia em 2004, com excepção do Chipre: República Checa, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, Eslováquia e Eslovénia.

"A partir de agora, cerca de 400 milhões de europeus beneficiarão de uma das liberdades que os cidadãos mais prezam: a liberdade de circulação das pessoas", sublinham Sócrates e Barroso, precisando que passarão a ser 399 milhões o número de cidadãos a poder deslocar-se no espaço Schengen.

"As pessoas poderão viajar de carro, sem interrupções, de Portugal à Estónia e da Eslovénia à Dinamarca", destacam o primeiro-ministro português e o presidente da Comissão Europeia.

Para as pessoas, realçam, "deixarão de existir as filas de controlo nas fronteiras", enquanto para as empresas este alargamento "traduzir-se-á numa redução de custos".

"Para a Europa, trata-se de um passo fundamental na criação de um verdadeiro espaço de liberdade, segurança e justiça. É este o significado de 'Schengen', trata-se de um exemplo prático da missão da Europa - melhorar a vida dos seus cidadãos", afirmam.

No artigo, o primeiro-ministro português e o presidente da Comissão Europeia salientam que "não é verdade" que a supressão dos controlos de fronteira signifique menos segurança.

"A Europa tornar-se-á mais segura do que antes. Podemos concentrar as capacidades das forças policiais onde são realmente necessárias. Em vez de penalizarmos todos os cidadãos com filas de espera e controlos, podemos centrar-nos naqueles que precisam de ser controlados", referem.

No texto, José Sócrates e Durão Barroso recordam que Portugal teve um papel determinante para que a integração dos novos Estados membros no espaço Schengen fosse possível já em 2007.

"Quando se tornou claro que não seria possível integrar os novos Estados-membros directamente no novo Sistema de Informação de Schengen (SIS II), Portugal apresentou uma proposta concreta ao Conselho Justiça e Assuntos Internos", referindo-se à solução SISone4all, desenvolvida por uma empresa portuguesa, a Critical Software.

"De futuro, atravessar as fronteiras destes nove países será apenas um pequeno passo mas trata-se de um grande passado para a Europa", salientam, convidando os cidadãos europeus a explorarem este novo espaço de liberdade.

Hoje e amanhã, José Sócrates e Durão Barroso participam em cerimónias de abertura simbólica de fronteiras ao espaço Schengen: primeiro em Zittau, abrinco este espaço à Polónia e República Checa, depois na abertura da fronteira marítima do Porto de Tallin, na Estónia.

Já amanhã, o primeiro-ministro português e o presidente da Comissão Europeia participam nas cerimónias de abertura do espaço Schengen à Hungria, Eslováquia e Eslovénia, país que sucederá a Portugal na Presidência da União Europeia, a 1 de Janeiro.

Na comitiva do primeiro-ministro, viajam o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e o secretário de Estado adjunto e da Administração Interna José Magalhães, o ministro da Justiça, Alberto Costa, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, que tutelava o MAI quando foi lançado o SISone4all.

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