O líder do grupo socialista no Parlamento Europeu, Martin Schulz, recuou na sua recusa em apoiar a reeleição de Durão Barroso para a presidência da Comissão Europeia e diz que agora que se trata de uma questão em aberto, reforçando as hipóteses de o actual presidente conseguir um segundo mandato.
“A lógica manda que eu diga: ‘niet’”, disse o eurodeputado alemão numa conferência de Imprensa. Schulz diz que continua a recusar que a reeleição do antigo primeiro-ministro português seja votada na inauguração do parlamento eleito em Junho e a defender que essa votação tenha lugar em Outubro.
“Saber se votaremos a favor dele é uma questão em aberto”, afirmou. “Tenho que me perguntar se não poderia aplicar uma política mais social-democrata pondo condições às quais [Durão] Barroso terá de ceder”.
Os governos dos 27 Estados membros da União Europeia deram o seu apoio à recondução de Durão Barroso, na cimeira da semana passada em Bruxelas. Mas um segundo mandato está dependente de uma votação favorável no Parlamento Europeu (PE).
Os conservadores do Partido Popular Europeu, apesar de terem ganho as eleições europeias, não têm maioria absoluta e terão de negociar a reeleição de Barroso com os socialistas e com os liberais, o segundo e o terceiro maiores grupos no PE.


