Google, Twitter, sites noticiosos. Quase todos registaram problemas no acesso às suas páginas assim que surgiram os primeiros rumores de que Michael Jackson teria morrido. O tráfego na Internet disparou mas os servidores não conseguiram dar resposta à quantidade de pesquisas sobre o que tinha acontecido ao cantor norte-americano.
Foi o site do TMZ, página online sobre celebridades, que registou os primeiros problemas técnicos. A razão: foi aqui que surgiu a primeira notícia sobre a morte do cantor norte-americano. Depois deu-se o efeito catadupa.
Quem fez pesquisa pelo nome de Jackson no motor de busca Google recebeu como resposta durante algum tempo uma página de erro técnico. Gabriel Stricker, porta-voz do Google, admitiu em declarações à BBC que se chegou a temer que o motor de busca estivesse sob o ataque de um vírus. Stricker adiantou que durante aproximadamente meia hora os utilizadores do Google News tiveram dificuldade em pesquisar informações sobre a morte de Jackson. Foi durante este intervalo de 30 minutos que foi anunciada oficialmente a morte do cantor.
Também o Twitter, rede social de microblogging, foi afectado com as notícias e pesquisas sobre Jackson. Os seus servidores não aguentaram o elevado número de acessos e o sistema acabou por ir abaixo. Segundo o Trendrr, serviço online que acompanha o funcionamento das redes sociais citado pela BBC, a morte de Jackson atingiu rapidamente o número de “posts” que os protestos no Irão contra a reeleição do Presidente Mahmoud Ahmadinejad provocaram, cerca de 100 mil por hora.
Actualizar a página no Wikipédia sobre a vida de Jackson revelou-se também muito complicado. Apesar de já estar confirmada a morte do músico, demorou alguns minutos até que a sua biografia fosse corrigida.
Os sites dos canais de televisão BBC, CNN, CBS ou MSNBC não escaparam aos problemas técnicos provocados pela crescente procura de informações sobre Jackson, com a velocidade para downloads a duplicar para nova segundos.


