O sismo que segunda-feira atingiu o centro de Itália fez pelo menos 272 mortos, incluindo 16 crianças, disse hoje o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, em L’Aquila, o epicentro do tremor de terra. “Tínhamos mais do que 100 feridos graves no início, no primeiro dia, quando sobrevoei a zona, temíamos que o número de mortos atingisse o milhar”, disse ainda, na capital da região de Abruzzo.
Berlusconi começou por sobrevoar a região e nos últimos dois dias tem estado no local, visitando sobreviventes. Ontem à noite, uma réplica de 5,6 na escala de Richter atingiu a cidade de L’Aquila e fez tremer Roma, 100 quilómetros a ocidente, provocando mais um morto.
Os primeiros enterros devem acontecer hoje, mas na sexta-feira o dia será de luto nacional e decorrerá um funeral de Estado para as vítimas.
Berlusconi enumerou também os meios mobilizados para o local: “8500 pessoas, incluindo 2000 bombeiros, 1500 militares, 2000 polícias e 3000 voluntários”. Foram instaladas nas zonas afectadas 2962 tendas que abrigam as perto de 28 mil pessoas que ficaram desalojadas.
O primeiro-ministro convidou os doadores a contribuírem para a ajuda aos sobreviventes e para a reconstrução com dinheiro, em vez de oferecerem meios e materiais. E sugeriu que a reconstrução pode ser dividida em 100 projectos, cada um a cargo de uma das 102 províncias de Itália.
Notícia actualizada às 19.53


