Três pessoas morreram e 132 ficaram feridas ontem quando um sismo de magnitude 7,1 abalou o Japão. O abalo causou um derrame de água radioactiva numa central nuclear, Onagawa, na província de Miyagi.
Uma mulher de 63 anos foi encontrada morta em casa, esta manhã, na cidade de Obanazawa, na província de Yamagata, segundo informações da Agência para a gestão de desastres e incêndios, citada pela estação de televisão japonesa NHK.
Na cidade de Ishinomaki, na província de Miyagi, dois homens com 79 e 85 anos morreram num hospital. As autoridades acreditam que ambos morreram de paragem cardíaca, como consequência do sismo.
O sismo ocorreu às 23h32 locais (15h32 hora portuguesa) a uma profundidade de 49 quilómetros, segundo os Serviços geológicos norte-americanos (USGS, sigla em inglês). O seu epicentro foi localizado no oceano Pacífico, a 66 quilómetros da cidade de Sendai, na província de Miyagi.
Na região Nordeste, a mais afectada pelo sismo de magnitude 9 e pelo tsunami que se seguiu, a 11 de Março, cerca de 3,3 milhões de lares ficaram sem electricidade.
Central de Onagawa sofreu com o abalo
Por causa do sismo de ontem, a central nuclear de Onagawa, na província de Miyagi, registou fugas de água radioactiva em oito locais, segundo a empresa operadora do complexo, a Tohoku Electric Power Company. Além disso, água contaminada foi derramada nos edifícios dos três reactores de Onagawa, que estava parada desde o sismo de 11 de Março.
Depois do sismo, foram suspensos durante 20 a 80 minutos os sistemas de arrefecimento das piscinas onde estão as barras de combustível usado da central de Onagawa, informou a agência japonesa de segurança nuclear. O abalo também danificou os painéis do reactor 3 que controlam a pressão no interior do edifício.
A Tohoku Electric Power Company garante que continua a avaliar a dimensão dos estragos em Onagawa.
A central Higashidori, na província de Aomori, também perdeu temporariamente os seus sistemas de arrefecimento das piscinas com as barras de combustível usado. O seu único reactor estava em manutenção na altura do sismo.
Segundo fontes ouvidas pela agência de notícias japonesa Kyodo, não foram registadas alterações no registo de radioactividade das centrais nucleares do país, incluindo na Fukushima 1. Nesta central, as equipas no terreno continuam a lançar para o oceano Pacífico água com baixos níveis de radioactividade, para ganhar espaço para armazenar água mais contaminada.



