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Itália

Sismo: embaixador português garante que "fez tudo o que podia" pelos portugueses afectados

08.04.2009 - 12:17 Por Lusa

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"Lamento muito se alguém não se sentiu perto da embaixada", sublinhou o diplomata português "Lamento muito se alguém não se sentiu perto da embaixada", sublinhou o diplomata português (Chris Helgren/Reuters)
O embaixador português em Roma garantiu hoje que aquela representação "fez tudo o que podia fazer" pelos portugueses afectados pelo sismo em Itália, explicando que apenas uma estudante não foi contactada por desconhecimento do número de telefone.

"Contactámos de imediato todos os estudantes de quem tínhamos os números, perguntámos se estavam bem, se precisavam de substituição de documentos, repatriação, dinheiro ou outro tipo de ajuda que a embaixada pode oferecer", garantiu à Lusa Fernando de Oliveira Neves.

O embaixador português em Roma explicou que foi "através das famílias dos estudantes, que contactaram a linha de emergência consular", que a embaixada obteve os seus contactos telefónicos, uma vez que "nenhum dos jovens estava registado no consulado", o que teria "facilitado em muito as coisas".

"A única excepção foi a estudante Liliana Ferronha, cujo número "não tínhamos e nunca nos foi facultado", precisou o diplomata.

Liliana Ferronha, a primeira estudante a regressar (terça-feira) a Portugal afirmou que não teve "qualquer apoio da embaixada de Portugal em Itália", apenas da sua escola e da embaixada da Turquia em Roma.

"Fizemos tudo o que podíamos fazer", reiterou o diplomata português à Lusa, ressalvando, no entanto, que lamenta a situação: "Lamento muito se alguém não se sentiu perto da embaixada", sublinhou.

Quanto aos outros portugueses que se encontravam na região, Fernando de Oliveira Neves adiantou que duas das estudantes (Sílvia Fernandes e Isabel Ferreira) contactaram a Embaixada "porque queriam voltar para Portugal", o que veio acontecer terça-feira: "Uma foi repatriada para Faro e outra para o Porto", explicou.

"Duas jovens voltaram pelos seus próprios meios e outros dois estudantes tinham bilhetes com data de regresso que não eram imediatas. Contactámos a TAP para solicitar a alteração da data, o que se conseguiu, e as duas estudantes terão partido hoje rumo a Lisboa", acrescentou o embaixador.

Dos sete jovens que estudavam na região afectada pelo violento sismo, referiu, apenas Gustavo Botelho, de 21 anos, informou a Embaixada que iria ficar em Roma.

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Estudante portuguesa em Itália queixa-se de falta de apoio da embaixada

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