O número de mortos causados pelo terramoto que hoje atingiu violentamente o centro de Itália está contabilizado agora em mais de 90, segundo informação divulgada pela agência de notícias italiana ANSA.
O sismo, que aconteceu de madrugada e atingiu uma de magnitude 6,3 na escala de Richter, terá feito também cerca de 50 mil desalojados na cidade de L'Aquila, a mais atingida, cerca de 95 km a leste de Roma, na região montanhosa de Abruzzo.
O sismólogo português Rui Pinho, que trabalha no norte de Itália, explicou à Agência Lusa que o sismo deveu-se a uma falha tectónica regional, sem qualquer relação com os mecanismos tectónicos de Portugal.
“Algumas cidades na área foram virtualmente completamente destruídas”, disse um porta-voz de Gianfranco Fini (presidente da Câmara dos Deputados e aliado de Berlusconi) no Parlamento, antes de uma pausa para um minuto de silêncio.
A ANSA citou equipas de socorro no terreno que deram conta de terem registado 92 mortos cerca de 12h depois de o terramoto ter ocorrido.
A maioria das vítimas foi encontrada em L'Aquila, uma cidade de montanha do século XIII, e cidades circundantes da zona de Abruzzo, onde 26 povoações foram severamente atingidas.
Casas, igrejas históricas e outros edifícios ficaram destruídos no pior sismo a atingir a Itália em quase 30 anos.
Há centenas de pessoas feridas e cerca de 15 mil edifícios foram declarados inabitáveis. Só na pequena cidade de Onna morreram dez pessoas, segundo um fotógrafo da Reuters que viu uma mãe e a sua filha serem transportadas no mesmo caixão.
O primeiro-ministro de Itália, Silvio Berlusconi, cancelou uma viagem a Moscovo e declarou a situação como de emergência nacional, o que permitirá libertar fundos para ajudar à reconstrução da zona.
O Papa Bento XVI disse que estava a rezar uma oração especial pelas vítimas.
Notícia actualizada às 14h32




