O violento sismo que atingiu hoje a região montanhosa de Abruzzo, no centro de Itália, fez “pelo menos cem mortos”, anunciaram as equipas de socorro, segundo noticiou a cadeia britânica de informação contínua Sky TG-24, citada pela AFP.
Tarta-se de mortes “confirmadas”, segundo a mesma fonte. O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, tinha já anteriormente anunciado que havia 1500 feridos em resultado do sismo, que atingiu uma de magnitude 6,3 na escala de Richter, terá feito também cerca de 50 mil desalojados, segundo a protecção civil.
Berlusconi anunciou também que está a ser construída uma cidade de tendas que poderá alojar 16 mil a vinte mil pessoas, e que deverá estar concluída esta noite.
A cidade mais atingida foi L'Aquila, a capital da região montanhosa de Abruzzo, cerca de 95 km a leste de Roma, que ficou devastada. Foi aí o epicentro do sismo e foi também aí que houve mais vítimas a lamentar. Dezenas de povoações circundantes foram severamente atingidas. Só na pequena cidade de Onna morreram dez pessoas.
Muitos dos 50 mil habitantes de L'Aquila, cidade medieval do século XIII, burguesa e comercial, deixaram as suas casas ao início da madrugada, com receio de réplicas do sismo, constatou um jornalista da AFP no local.
“Algumas cidades na área foram na prática completamente destruídas”, disse um porta-voz de Gianfranco Fini (presidente da Câmara dos Deputados e aliado de Berlusconi) no Parlamento, antes de uma pausa para um minuto de silêncio. Cerca de 15 mil edifícios foram declarados inabitáveis.
O sismólogo português Rui Pinho, que trabalha no norte de Itália, explicou à Agência Lusa que o sismo deveu-se a uma falha tectónica regional, sem qualquer relação com os mecanismos tectónicos de Portugal.
Notícia actualizada às 17h15




