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Localidade de Homs é o centro das manifestações

Síria enfrenta a maior rebelião dos últimos 30 anos

19.04.2011 - 08:49 Por PÚBLICO

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Ontem, um membro das forças de segurança dirigiu-se aos manifestantes concentrados na Praça do Relógio pedindo-lhes para saírem e depois as autoridades abriram fogo Ontem, um membro das forças de segurança dirigiu-se aos manifestantes concentrados na Praça do Relógio pedindo-lhes para saírem e depois as autoridades abriram fogo (Reuters)
Num gesto de desafio semelhante às gigantescas manifestações na Praça Tahrir, no Cairo, que contribuíram para a queda de Hosni Mubarak, mais de 20 mil pessoas instalaram-se em tendas na principal praça (As-Saa, ou do Relógio), em Homs, terceira maior cidade síria, prometendo não arredar pé enquanto o Presidente, Bashar al-Assad não se demitir.

É a maior provocação ao regime desde os anos 1970, quando a Irmandade Muçulmana (ligada à maioria sunita da população) tentou, por meios violentos, derrubar o regime da minoria alauita.

Assad, que fizera no fim-de-semana um importante discurso prometendo levantar o estado de emergência imposto desde 1963 e pedindo desculpa pelas acções sangrentas das forças de segurança que já causaram mais de 200 mortos desde que os protestos populares começaram em Março, não está a conseguir travar a contestação.

O governo qualificou a concentração em Homs e na cidade de Banyas como uma “insurreição armada” e responsabilizou “elementos salafistas, ligados à Al-Qaeda”, o que, segundo, analistas em Damasco, faz temer não um desfecho pacífico como no Egipto mas um banho de sangue.

Segundo a BBC, terão sido disparadas munições reais sobre os manifestantes em Homs, descritos por activistas dos direitos humanos como “civis desarmados” e pelas autoridades como “terroristas”.

Para vários observadores regionais, a Síria poderá ter passado o ponto de não retorno: se até agora as principais exigências dos que contestam a autocracia, o nepotismo e a corrupção eram reformas políticas, a reivindicação principal passou agora a ser a queda dos Assad – a primeira dinastia republicana árabe, constituída quando Bashar sucedeu ao seu pai, Hafez al-Assad, em 2000.

Notícia substituída às 09h40

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O Planeta terra está em debilidade neste seculo

A china que nunca foi agora é, O tio sam que sempre foi agora fala mais baixo mas ainda sustenta ...

Anónimo

16.11.2011 18:31

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