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Washington anunciou 63 mil milhões de dólares em ajuda militar

Síria denuncia plano americano de venda de armas à região

31.07.2007 - 19:00 Por AFP

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Rice afirmou que os EUA vão ajudar os seus aliados a garantir as suas necessidades de segurança Rice afirmou que os EUA vão ajudar os seus aliados a garantir as suas necessidades de segurança (Tara Todras-Whitehill/Reuters)
A Síria criticou hoje os planos da Administração norte-americana para a venda de armas aos seus aliados no Médio Oriente, alerta para o “perigo” de tal iniciativa.

“Estamos em vésperas de uma conferência internacional [sobre o conflito israelo-palestiniano] proposta pelo Presidente Bush. Quem quer a paz não pode começar com uma iniciativa de armamento perigosa para a região”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Walid Mouallem.

Washington desvendou ontem o lançamento de contratos de assistência militar à Arábia Saudita, Egipto e Israel, três dos seus principais aliados na região, num valor total de 63 mil milhões de dólares. O objectivo anunciado é lutar contra a influência crescente do Irão e da Síria na região e, ainda hoje, a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, de visita ao Egipto, garantia que os EUA vão ajudar os seus aliados a garantir as suas necessidades de segurança.

Mas o chefe da diplomacia de Damasco sublinha que “quem quer ser um patrocinador honeste [da paz] não pode ser parcial a favor de um dos lados e isolar o outro. Tem de conquistar a confiança de todas as partes interessadas”.

O Presidente norte-americano defendeu, no passado dia 16, a realização de uma conferência internacional para relançar as negociações de paz entre israelitas e palestinianos, ao mesmo tempo que insistia no isolamento do Hamas (apoiado pela Síria e o Irão) e no apoio a Mahmoud Abbas como único líder legítimo dos palestinianos.

Mouallem criticou em particular o aumento, calculado em 25 por cento, da ajuda militar norte-americana a Israel que já um dos principais beneficiários das verbas distribuídas por Washington. “Isto prova que os EUA continuam a aplicar a sua política de caos construtivo”, ironizou, sublinhando que se a Síria apoiasse da mesma forma os seus aliados na Palestina e no Líbano seria alvo da condenação internacional.

Damasco, garantiu, “deseja a segurança a estabilidade na região” e irá apoiar “todos os esforços sérios”que foram feitos nesse sentido “mas não contribuirá para liquidar a causa palestiniana”.

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Comentário + votado

Síria ? Amante da Paz ? ...Curioso!!

É muito interessante a posição da Síria face ao processo de ajuda americana aos seus aliados no ...

Anónimo

02.08.2007 16:08

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