O “sim” estará largamente à frente no referendo da Irlanda ao Tratado de Lisboa, segundo uma sondagem realizada à saída das urnas pelo Fine Gael, o principal partido da oposição que, como o governo, apelou fortemente a um voto positivo.
Publicada pelo jornal "Irish Times", a sondagem aponta para uma vitória do sim por uma margem de “quase dois para um”. Embora não haja ainda números oficiais sobre a taxa de participação, o jornal avança que terá sido superior a 50 por cento, o que é geralmente considerado favorável ao campo do “sim”.
Sobretudo em Dublin, prossegue o "Irish Times", a votação a favor do Tratado terá sido “massiva”.
Pouco depois das 13h00, Tipperany South, no Sudoeste do país, foi o primeiro dos 43 círculos eleitorais do país a declarar o resultado: dos 33,195 votos contados, 22,712 tinham a cruz colocada no primeiro dos quadrados do boletim (TÁ/YES, em gaélico e inglês), e o “sim” venceu por 68,4 por cento. A seguir veio Kildare North, onde 76,2 por cento dos eleitores escolheu aprovar o tratado. E depois a excepção, Donegal North East, no Norte, onde o “não” venceu com 51,5 por cento.
A sondagem foi realizada em vários pontos do país depois do encerramento das urnas, às 22 horas de Lisboa de sexta-feira.
A contagem dos votos teve início às 9 horas de hoje, e as primeiras indicações da votação deverão ser conhecidas por volta da hora do almoço. A publicação dos resultados oficiais está prevista para as 17.30.
Esta é a segunda tentativa de ratificação do Tratado na Irlanda – o único país da União Europeia (UE) que o submeteu a referendo – depois de um primeiro veredicto negativo por 53,4% no referendo de Junho do ano passado. Todas as sondagens dos últimos dias davam o “sim” vencedor.
Em caso de resultado positivo na Irlanda, o Tratado ainda terá de ser assinado pelos presidentes da Polónia e República Checa, cujos parlamentos nacionais já concluíram o processo de ratificação. O polaco Lech Kaczynski já disse que o fará logo a seguir à Irlanda, mas o seu homólogo checo Vaclav Klaus, espera ganhar tempo até que um governo conservador vitorioso das eleições legislativas britânicas da próxima Primavera liquide de vez o Tratado submetendo-o a referendo.
Notícia actualizada às 13h18


