Rio de Janeiro combate narcotraficantes

Sete toneladas de maconha foram apreendidas no Complexo do Alemão

28.11.2010 - 10:05 Por PÚBLICO, Agências

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Alguns narcotraficantes tentaram fugir pelos tubos de esgoto Alguns narcotraficantes tentaram fugir pelos tubos de esgoto (Bruno Domingos/Reuters)
Pelo menos sete toneladas de maconha (canábis) foram hoje apreendidas no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, anunciou ao fim da tarde o delegado policial Ronaldo Oliveira.

Num gesto simbólico, a polícia hasteou já as bandeiras do Brasil e do Estado do Rio de Janeiro no ponto mais alto daquele conjunto de favelas, em sinal de vitória na luta contra o narcotráfico.

"É só um primeiro passo", comentou um porta-voz policial, horas depois de o comandante geral da Polícia Militar brasileira, coronel Mário Sérgio Duarte, ter confirmado que a zona, na parte setentrional do Rio de Janeiro, fora controlado pelas autoridades.

"Isto não significa que não teremos ainda confrontos", acautelara aquele militar, que desencadeou a operação depois de ter expirado ontem à noite um ultimato para que os narcotraficantes se rendessem. Apenas 31 se tinham apresentado às autoridades pelas 21h00 locais de sábado (23h00 em Lisboa)

De acordo com o comandante, não houve grandes confrontos desde o início da ocupação, às 8h00 locais de hoje (10h00 em Lisboa), mas ainda é necessário ter paciência, enquanto se revistam todas as casas do complexo, em busca de foragidos que ainda possam estar escondidos.

"Nós temos todas as suspeitas do mundo de que há muita gente aí daqueles que fugiram (da Vila Cruzeiro). Eles, até ao momento, não enfrentaram a polícia. Preferiram fugir, o que não significa que não estão preparando uma armadilha para as nossas equipas. O trabalho mais difícil vem agora", disse o comandante geral da Polícia Militar (PM).

“Esta reconquista territorial é um passo decisivo para a nossa política de segurança pública", afirmou por seu turno, em entrevista à TV Globo, o governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, do Partido Movimento Democrático Brasileiro. Depois, agradeceu ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a cedência de militares, polícias e equipamentos para o combate aos traficantes.

"Não tenho dúvida de que é um trabalho longo. Temos que ter inspiração, mas também muita transpiração" - acrescentou Cabral, que garantiu que as Forças Armadas e a Polícia Federal vão continuar a trabalhar no Rio de Janeiro.

Fuga pelos esgotos

Por seu turno, a coordenadora do serviço Disque-Denúncia, Adriana Nunes, confirmou que o serviço recebeu telefonemas a informar que os narcotraficantes poderiam estar a tentar fugir do Complexo do Alemão por tubos de esgoto. O serviço de relações públicas da PM também admitiu essa hipótese,
mas a verdade é que não existe uma verdadeira rede de esgotos naquela zona. Apenas galerias para escoamento de águas pluviais.

Segundo Adriana Nunes, mais de 2.700 denúncias já chegaram à central nos últimos dias, sobre o eventual paradeiro de muitos dos fora-da-lei que estão a ser procurados pelas autoridades; e que totalizam centenas.

As forças policiais e militares entraram cerca das 08h00 locais (10h00 em Lisboa) no conjunto de favelas do Alemão, com o apoio de helicópteros, e por entre uma grande troca de tiros.

Antes de partirem para a operação, os elementos das diferentes corporações cumprimentaram-se e desejaram boa sorte uns aos outros. O tiroteio no local começara cerca de uma hora antes, depois de uma madrugada calma. Cerca da 01h00 tinham sido ouvido tiros na Estrada Itararé, mas depois calaram-se, até perto das 07h00.

Logo pela manhã, um homem e uma mulher foram detidos próximo da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão e foram levados para um camião de triagem que se encontrava na entrada da comunidade.

Pelo menos quatro blindados anfíbios chegaram ao Complexo do Alemão cerca de 45 minutos depois do arranque da operação, de modo a reforçá-la. Entre a noite de ontem e a manhã de hoje, 40 pessoas foram detidas. De entre elas, três ficaram presas, uma das quais já tinha mandado de captura por homicídio, segundo explica “O Globo”.

Crack e cocaína

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Anónimo

28.11.2010 15:01

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