A aviação israelita disparou hoje vários mísseis contra o automóvel em que seguia um destacado militante da Jihad Islâmica, em pleno campo de refugiados de Jebaliya, no Norte da Faixa de Gaza, matando sete pessoas e ferindo outras 13.
Segundo fontes palestinianas, entre as vítimas está Shadi Mohanna, comandante da Jihad Islâmica para o Norte da Faixa de Gaza, e o seu adjunto, Mohammad Qandil, que seguiam no automóvel visado pelos mísseis israelitas.
De acordo com as fontes de segurança as outras vítimas mortais eram transeuntes, numa altura em que as ruas de Jebaliya estavam repletas de fieis que regressavam a casa após as orações do final da tarde. Contudo, testemunhas adiantam que pelo menos quatro pessoas seguiam dentro do carro, admitindo que entre as vítimas haja mais activistas da Jihad.
No hospital local deram entrada 13 feridos, dois dos quais estão em estado crítico.
O Exército israelita escusou-se a confirmar estas informações, adiantando apenas ter atacado um carro no qual seguia “um alto dirigente terrorista da Jihad Islâmica, responsável por vários atentados”.
Este ataque ocorre horas depois do primeiro-ministro israelita ter anunciado lançamento de uma “campanha antiterrorista de grande envergadura” sem prazo para terminar. “A nossa acção será extensa e não terminará até que o terrorismo seja vencido”, prometeu Sharon, voltando a acusar a Autoridade Palestiniana de “falhanço” na erradicação dos movimentos extremistas.
Segundo uma fonte do gabinete do primeiro-ministro, a operação visa, em particular a Jihad Islâmica, o grupo que reivindicou o atentado de ontem contra o mercado da cidade costeira de Hadera. A acção, que custou a vida a cinco israelitas, foi levada a cabo por um jovem oriundo de uma aldeia nos arredores de Jenin, na Cijsordânia, onde esta tarde foi detido outro dirigente da Jihad.
O atentado de Hadera pôs fim a um período de acalmia que vigorava na região desde Março, altura em que a Autoridade Palestina conseguiu impor aos movimentos armados uma trégua nas acções contra Israel.


