Os dois principais acusados pelo assassinato do primeiro-ministro sérvio Zoran Djindjic, em 2003, foram hoje condenados a uma pena máxima de 40 anos de prisão.
Milorad Ulemek, conhecido por "Legija" e considerado o cérebro do assassinato, e Zvezdan Jovanovic, o homem que disparou sobre o primeiro-ministro, foram declarados culpados "de conspiração, entre o final de 2002 e o início de 2003, para a realização de crimes contra a ordem constitucional".
Os outros acusados foram condenados a penas que variam entre oito e 35 anos de prisão. No total, 13 pessoas foram constituídas arguidas neste caso, mas cinco delas continuam a monte.
A justiça sérvia estabeleceu que o principal objectivo do crime era o de fazer cair o governo e eleger outro executivo, composto por pessoas que pudessem ser controladas pelos autores morais do assassinato.
Zoran Djindjic "foi assassinado numa época em que a maioria dos cidadãos da Sérvia acreditava que a sua situação e as suas vidas iriam melhorar. O facto de saber que vivemos num país onde um primeiro-ministro pode ser assassinado por um grupo organizado de criminosos é particularmente difícil de aceitar", afirmou a responsável pelo colectivo de juízes, a magistrada Nata Mesarevic.
Zoran Djindjic foi assassinado no dia 12 de Março de 2003 em frente a um edifício do governo, em Belgrado.


