Pelo menos 40 pessoas morreram numa série de ataques registados hoje no Iraque, 20 das quais vitimadas por um duplo atentado com carros armadilhados em Ramadi.
"Um carro armadilhado conduzido por um bombista explodiu junto a um mercado, cinco quilómetros a norte de Ramadi, por volta do meio-dia", avançou o coronel Tarek al-Dula, chefe da polícia de Al-Anbar, uma das regiões mais violentas do país.
"Um segundo carro explodiu perto de um posto de controlo da polícia, dez minutos mais tarde", acrescentou o responsável, revelando que cinco das vítimas mortais eram agentes da polícia. Dezenas de transeuntes ficaram também feridos na explosão.
Antigo bastião rebelde, Ramadi, situada a 110 quilómetros a oeste de Bagdad, foi palco no último ano de várias operações de grande envergadura das forças norte-americanas e iraquianas contra grupos próximos da Al-Qaeda. Desde então, a segurança na cidade registou melhorias.
Ataques em Bagdad provocam dezenas de mortos
Durante a manhã, cinco membros da mesma família morreram e outros dois ficaram feridos, quando um obus de morteiro caiu na casa em que se encontravam, no bairro xiita de Bayaa, em Bagdad. Ontem, um atentado na mesma zona provocou 33 mortos.
Cinco civis perderam também a vida na capital, atingidas por bombas artesanais, detonadas à passagem de patrulhas militares.
Entretanto, uma aliança de grupos sunitas liderada pelo braço iraquiano da Al-Qaeda reivindicou a autoria da emboscada que ontem custou a vida a seis soldados norte-americanos e a um jornalista russo que os acompanhava, na região de Baaquba.
O embaixador de Moscovo em Bagdad, Vladimir Tchamov, identificou o repórter morto como sendo Dmitri Tchebotaiev, um fotojornalista independente, que estava no Iraque ao serviço da edição russa da revista "Newsweek".



