O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu hoje ao Governo iraquiano para suspender as execuções dos condenados à morte, após uma semana marcada pela polémica em torno do enforcamento do antigo Presidente Saddam Hussein.
“O secretário-geral pressionou muito o Governo iraquiano a suspender as execuções dos que foram condenados à morte e podem ser executados em breve”, lê-se num comunicado emitido hoje pela ONU.
Segundo a nota, o chefe de gabinete de Ban, Vijay Nambiar, escreveu uma carta ao representante iraquiano na ONU, reafirmando a posição do secretário-geral, que subscreveu já um apelo lançado pela comissária para os direitos humanos, Louise Arbour, para a suspensão de todas as execuções no Iraque.
Na semana passada, Ban Ki-moon foi contestado pelas organizações de defesa dos direitos humanos, por não ter condenado abertamente a execução de Saddam, cortando com uma prática corrente na ONU nos últimos anos.
Apesar das críticas, o diplomata sul-coreano voltou hoje a reiterar a sua posição na carta enviada ao diplomata iraquiano: “O secretário-geral reitera que a comunidade internacional deve respeitar, em todos os aspectos, o direito humanitário internacional e os direitos do Homem”.
O meio-irmão de Saddam Hussein e antigo chefe dos serviços secretos iraquianos, Barzan al-Tikriti, e o antigo presidente do tribunal revolucionário, condenados à morte no mesmo processo que o ex-Presidente, deverão ser executados em breve, embora o Governo não tenha ainda anunciada uma data para o enforcamento.


