Secretaria das Comunidades sem pedidos de apoio de portugueses em Cuba

30.08.2008 - 17:22 Por Lusa, PÚBLICO
A secretaria de Estado das Comunidades afirmou hoje que nenhum dos portugueses em Cuba solicitou apoio devido à passagem do furacão Gustavo, que deverá atingir a ilha esta noite, pelo que não há motivo para alarme.
O adjunto do secretário de Estado das Comunidades, Eduardo Saraiva, desdramatizou a situação, adiantando que "até agora nenhum cidadão português entrou em contacto com o gabinete de emergência, nem com a embaixada". "Neste momento não há nenhum sinal de alarme" afirmou o responsável, acrescentando desconhecer o número de portugueses que actualmente possam estar em Cuba.
Segundo o adjunto do secretário de Estado das Comunidades, só as agências de viagens é que "saberão o número certo". Eduardo Saraiva lembrou também que as unidades hoteleiras em Cuba dispõem de "mecanismos de prevenção suficientes" e que estão "habituadas a este tipo de situações". "Até agora nenhum português entrou em contacto connosco ou solicitou algum tipo de apoio", reiterou.
O furacão Gustavo, que se aproxima da costa ocidental de Cuba, cresceu de intensidade de ontem para hoje e passou a situar-se na categoria 3 numa escala de 5, indicou o Centro de Furacões dos Estados Unidos (NHC, em inglês). "Os dados fornecidos por um avião de reconhecimento da Força Aérea indicam que Gustavo voltou a transformar-se em furacão, com ventos de 120 Km/h", indicou o NHC num boletim especial divulgado às 15h15 locais (20h15 de ontem em Lisboa).
O Gustavo foi considerado um furacão na terça-feira, quando varreu a ilha de Hispaniola, partilhada pelo Haiti e pela República Dominicana, mas enfraqueceu quarta-feira voltando a ser uma tempestade tropical. No entanto, ganhou força e voltou a ser considerado furacão.
O Gustavo deverá fustigar hoje a região ocidental de Cuba, já em estado de alerta máximo, tendo dezenas de milhares de pessoas sido aconselhadas a abandonarem as suas casas para procurar abrigo em zonas mais seguras.
O Gustavo deverá dirigir-se depois para o Golfo do México e a seguir para a Luisiana, no sul dos Estados Unidos. Anteriormente, antingiu as Ilhas Caimão, a República Dominicana, o Haiti e a Jamaica, fazendo pelo menos 85 mortos.


