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Trípoli terá mostrado interesse em adquirir um EPR

Sarkozy nega acordo com a Líbia para venda de reactor de última geração

13.08.2007 - 18:47 Por AFP

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Sarkozy garante que a notícia do "Le Parisien" é falsa Sarkozy garante que a notícia do "Le Parisien" é falsa (Neal Hamberg/Reuters)
O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, negou hoje que Paris esteja a preparar a venda de um reactor nuclear de última geração à Líbia, contrariando informações surgidas esta manhã na imprensa.

No mês passado, Sarkozy assinou um memorando com Trípoli com vista à venda de um reactor nuclear para uma central de dessalinação da água do mar — um projecto de longa data do Governo líbio, confrontado com a escassez de água potável.

O jornal "Le Parisien" noticia, no entanto, que o regime líbio está interessado na aquisição de um reactor EPR (Evolutionary Power Reactor) de terceira geração, o mais potente actualmente em produção.

O diário cita um responsável do Comissariado de Energia Atómica (CEA) — accionista maioritário do grupo público francês Areva —, segundo o qual o construtor "recebeu um pedido [da Líbia] para lhe apresentar um EPR".

Questionado esta manhã, um porta-voz da Areva — líder mundial do sector de energia nuclear — escusou-se a comentar as notícias, sublinhando que estão ainda em curso "discussões políticas, da responsabilidade da diplomacia". As "discussões preliminares" noticiadas pelo jornal, adiantou, "não passam de discussões informais gerais sobre a produção de energia nuclear".

Horas depois, confrontado pelos jornalistas durante o seu "jogging" matinal na estância onde se encontra a passar férias, nos EUA, Sarkozy limitou-se a responder: "É falso, é falso".

O primeiro reactor EPR — com um custo estimado em três mil milhões de euros — está a ser construído na Finlândia, mas a sua entrada em funcionamento (prevista para 2009) esta a ser posta em causa por vários atrasos relacionados com problemas no controlo de qualidade.

A Areva assinou também um acordo com a China para a construção de duas centrais.

Relações sob suspeita

As relações entre o Governo francês e a Líbia têm estado debaixo de fogo desde a visita de Nicolas Sarkozy a Trípoli, no mês passado, para a assinatura de vários acordos destinados a reforçar os laços entre os dois países. Para além do acordo de venda de tecnologia para a central de dessalinação, Paris comprometeu-se também a vender mísseis e sistemas de comunicações ao regime de Muammar Khadafi.

Os acordos — já por si polémicos — geraram maior onda de contestação por terem ocorrido semanas depois da libertação de cinco enfermeiras e um médico búlgaros, acusados pela Líbia de terem infectado propositadamente centenas de crianças.

A libertação — que ocorreu depois de Trípoli ter acedido a que os detidos cumprissem pena no país natal — foi negociado entre a fundação dirigida pelo filho de Khadafi e a União Europeia, num processo em que a presidência francesa esteve activamente envolvida.

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Comentário + votado

Alarido

Não vejo nenhum problema na venda do dito reactor, por parte da França à Líbia. Trata-se de uma ...

Aryan

14.08.2007 12:15

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