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Presidente francês diz que está em jogo importante luta contra o terrorismo

Sarkozy anuncia reforço do contingente francês no Afeganistão

26.03.2008 - 20:36 Por PÚBLICO, Agências

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O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou hoje a intenção de enviar mais soldados para o Afeganistão, respondendo a um apelo lançado há meses pela NATO, confrontada com falta de efectivos para combater os rebeldes taliban.
Sarkozy deverá contribuir com mais mil efectivos para a ISAF Sarkozy deverá contribuir com mais mil efectivos para a ISAF (Stephen Hird/Reuters)

“França vai propor aos seus aliados da Aliança Atlântica uma estratégia para permitir ao povo afegão e ao seu Governo legítimo construir um futuro de paz”, declarou Sarkozy, esta tarde, num discurso perante os membros das duas câmaras do Parlamento britânico, no primeiro dia da visita de Estado ao Reino Unido.

O chefe de Estado francês adiantou que “se estas propostas forem aceites, a França vai propor, na cimeira de Bucareste [na próxima semana], um reforço da sua presença militar” no Afeganistão, mas escusou-se a revelar quantos soldados serão enviados.

Esta manhã, o “The Times” noticiava que Sarkozy se preparava para comunicar ao primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, a intenção de enviar mais mil soldados para o Afeganistão, elevando a presença francesa para 2500 efectivos. Fontes militares francesas, contactadas pela AFP, admitem esta hipótese, adiantando que ao batalhão regular possa juntar-se um “pequeno grupo” de cem a 200 elementos das forças especiais, mais aptos para perseguir os taliban e os seus aliados da Al-Qaeda nos seus redutos da montanhosa fronteira com o Paquistão.

“Não podemos aceitar um regresso dos taliban e da Al-Qaeda a Cabul. A derrota está-nos interdita, mas a vitória é difícil”, sublinhou Sarkozy, naquela que foi a sua primeira intervenção política desde a chegada, esta manhã, a Londres.

Esta manhã, numa entrevista à BBC rádio, o Presidente francês tinha já levantado o pano sobre esta questão, ao dizer que “se joga hoje no Afeganistão uma parte importante da luta contra o terrorismo mundial, que deve ser ganha”.

Em 2007, confrontada com um aumento da actividade dos rebeldes ligados ao antigo regime fundamentalista afegão, a NATO multiplicou os apelos para que os países que participam na ISAF reforcem os seus efectivos no país.

A Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), sob comando da Aliança Atlântica, conta com perto de 43 mil efectivos no país, um número considerado insuficiente, tanto mais que a maioria dos países resiste em envolver os seus soldados em acções directas de combate contra os taliban, mantendo-os em missões de patrulhamento em Cabul e no Norte do país.

Os militares dos EUA, Reino Unido, Canadá e Holanda constituem o grosso das forças de combate, tendo sofrido a maioria das baixas registadas nos últimos dois anos, e as respectivas capitais, por várias vezes, lembraram aos seus parceiros o dever de solidariedade. O Canadá chegou mesmo a ameaçar retirar os 2500 soldados que têm no país se os outros países não aceitassem contribuir com mais meios e equipamentos para as forças de combate da ISAF.

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t

Ele que mande tambem a Carlinha para animar as tropas. Assim como assim nao faz grande diferenca.

Sousa da Ponte

27.03.2008 10:06

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